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Fundada em 2012, a empresa curitibana  de picolés premium ganhou escala e faturou R$ 76 milhões em 2015 | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Fundada em 2012, a empresa curitibana de picolés premium ganhou escala e faturou R$ 76 milhões em 2015| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Com a disposição de adaptar o seu modelo de negócios a cada país, a empresa curitibana de paletas mexicanas Los Paleteros aposta na internacionalização para diversificar as suas receitas neste ano.

O projeto de expansão inclui a abertura de franquias na América do Sul e a comercialização dos produtos para a Europa e os Estados Unidos através de distribuidores locais. A França foi o primeiro país a provar dos picolés feitos na fábrica localizada em Barracão, no sudoeste do Paraná.

A empresa curitibana enviou contêineres com mais de 250 mil paletas no começo deste ano para a França. Os produtos foram distribuídos através de um parceiro local e começaram a ser vendidos neste mês em supermercados em Paris e Marselha, sob a marca What Ice.

A expectativa, segundo o sócio fundador da Los Paleteros Gean Chu, é que os produtos ganhem mercado em outros países da Europa e nos Estados Unidos para aproveitar o período de verão que se inicia no hemisfério norte nos próximos meses. “Cada país tem uma sazonalidade diferente e queremos se adaptar a eles”, explica.

Para atender a demanda no exterior, a empresa usou o ano de 2015 para aumentar a capacidade produtiva da fábrica, ampliar o mix de produtos e conquistar certificações internacionais, fundamentais para entrar no comércio exterior.

No ano passado, a fábrica passou a ter capacidade de produzir quatro milhões de paletas por mês, doze novos produtos foram incorporados no cardápio e a rede recebeu o certificado de qualidade ISO 9001.

“O plano de internacionalização da marca estava no nosso planejamento estratégico e já estávamos se preparando para isso. Agora, estamos colhendo os frutos”, diz Chu.

Ele afirma que a ida para o exterior não foi planejada em função da crise econômica, mas concorda que o processo pode incrementar a receita da rede, principalmente em um momento de baixa do consumo nacional.

O sócio diretor diz que a fábrica opera, atualmente, com capacidade reduzida e produz, em média, um milhão de paletas por mês. Chu explica que o consumo nacional diminuiu em virtude da crise, já que as pessoas cortaram os gastos com sorvetes premium. Ele afirma, porém, que a moda das paletas mexicanas é duradoura e investe em distribuidores locais para alcançar um maior número de pontos de venda.

Franquias

O segundo passo para a internacionalização das Los Paleteros será a abertura de franquias no exterior, com foco na América do Sul.

A primeira deve se concretizar ainda no primeiro semestre deste ano, na cidade de Rivera, no Uruguai. Segundo Gean Chu, a loja vai receber praticamente todos os produtos que existem no Brasil e, depois, será avaliado o desemprenho para trabalhar com um mix adaptado ao mercado uruguaio.

Os mesmos testes serão feitos nos demais países que a marca pretende entrar. Contando com um espaço designado especialmente para o desenvolvimento de novos sabores e o aprimoramento das opções já comercializadas, o LAB Paleteros é o ambiente de inovação da rede, que está disposta a adaptar seus produtos e canais de venda para fazer sucesso também em terras estrangeiras.

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