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Agricultura

Crédito extra a cooperativas pode chegar a R$ 2 bilhões

Se aprovados, recursos teriam juros de 6,75% ao ano e devem ser reforçados por um regime tributário especial, para estimular exportação

  • PorAgência Estado
  • 07/12/2008 21:02

Emprego no campo tem melhor nível desde 2004

O nível de emprego no campo deve fechar este ano com saldo positivo de aproximadamente 33 mil vagas, melhor resultado desde 2004, quando a diferença entre contratações e demissões nas propriedades rurais foi positiva em cerca de 60 mil postos de trabalho. Uma conjunção de fatores, entre eles o clima favorável para o desenvolvimento das lavouras e um bom nível de preços das commodities agrícolas no mercado externo, incentivou as contratações em 2004.

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Brasília - O governo pode anunciar nesta semana um refresco para o caixa das cooperativas agrícolas, com a oferta de até R$ 2 bilhões em financiamentos para os cooperados. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que defende o aporte de recursos, explicou que a intenção é garantir capital de giro para as cooperativas em meio à crise financeira internacional que reduziu a oferta de crédito para o setor produtivo. "No caso do Centro-Sul, as cooperativas respondem por 50% da produção agrícola, por isso a importância de irrigá-las com crédito", afirmou ele.

A liberação de recursos para os cooperados é medida complementar ao anunciado há duas semanas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que elevou de R$ 35 milhões para R$ 50 milhões o limite de crédito do Programa de Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop). O conselho também autorizou o financiamento para capital de giro dissociado de investimento na safra 2008/09, prática que estava proibida desde o primeiro semestre do ano.

A fonte dos recursos para empréstimo ao setor cooperativista é o caixa de Tesouro e tem taxa de juro de 6,75% ao ano. Além do apoio extra ao setor cooperativista, a expectativa é que o governo anuncie nos próximos dias a inclusão do setor de criação animal na desoneração prevista pelo drawback verde-amarelo (um regime especial de estímulo às exportações), o que permite o desconto de impostos federais pagos na compra, no mercado interno, de matérias-primas e componentes de mercadorias vendidas no exterior.

Hoje, a suspensão da cobrança de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS) vale apenas para produtos industriais. No caso específico da avicultura de exportação, a isenção de PIS e do Cofins sobre as aquisições de milho, farelo de soja e outros nutrientes, que representam os principais custos da atividade avícola no Brasil, a medida vai trazer competitividade. "Essa desoneração é muito importante para o setor, principalmente na atual conjuntura de crise, onde precisamos aumentar a competitividade de um dos principais produtos exportados pelo Brasil, a carne de frango", avaliou o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (Abef), Francisco Turra.

Enquanto avalia qual é a melhor alternativa jurídica para fazer a inclusão da ração animal no drawback verde-amarelo, o governo também estuda a possibilidade de liberar recursos para capital de giro das empresas misturadoras de fertilizantes, que demandam R$ 2,5 bilhões. Esses grupos precisam de dinheiro porque os agricultores não têm dinheiro para comprar fertilizantes. O Ministério da Agricultura estima que as empresas tenham 6,8 milhões de toneladas de fertilizantes em estoque, volume considerado elevado. Boa parte desse produto foi importada quando o preço internacional estava alto, o que dificulta ainda mais as vendas.

Também está na pauta do governo a adoção de medidas de apoio aos agricultores de Santa Catarina, onde metade da safra de feijão foi perdida por causa das enchentes.

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