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As negociações do acordo coletivo de trabalho da Companhia Paranaense de Energia (Copel) para os anos de 2011 e 2012 ficaram "embaraçadas" nos últimos dias. Alguns dos sindicatos envolvidos na negociação aceitaram o reajuste de 7,3% oferecido pela estatal – índice que representa apenas o repasse da inflação acumulada em 12 meses –, enquanto outras ainda têm assembleias agendadas para discutir a questão. A continuidade das conversas, no entanto, pode estar ameaçada.

Logo após algumas das categorias anunciarem que haviam aceitado o reajuste, a companhia divulgou um vídeo a todos os seus empregados em que sua diretora de gestão corporativa, Yara Eisenbach, afirma que aquela seria a "proposta final" da Copel, descartando a possibilidade de novas negociações entre os sindicatos que ainda não tinham se posicionado.

Na gravação, Yara cita ainda o que seriam novas posturas da companhia, que não cederia mais a "barganhas" dos sindicalistas. Incomodados com o que classificaram de "coação" e "insinuações contra o movimento" sindical contidas no vídeo, alguns dos sindicatos ameaçam entrar com representações no Ministério do Trabalho e também na Organização Interna­­cional do Trabalho (OIT) contra a diretora da Copel.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Eletricitários do Paraná (Sindelpar), Paulo Sérgio dos Santos, a questão está sendo analisada pelos setores jurídicos das categorias e as denúncias podem ser feitas até a próxima semana. Quem acompanha o movimento acredita que a postura dos sindicatos pode ser apenas uma forma de pressionar a companhia. Mas o presidente do Sindelpar avalia que alguma outra retaliação – como a realização de greve – teria poucas chances de ocorrer. Procurada, a Copel não conseguiu passar uma posição de sua diretoria até o fechamento desta edição.

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