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Crítica

Diretor do Goldman Sachs pede demissão por meio de artigo que ataca banco

Em artigo no jornal The New York Times, executivo acusou banco de tratar seus clientes como "marionetes" e só se preocupar com lucros. Segundo ele, ambiente da instituição é "mais tóxico que nunca"

  • PorEFE
  • 14/03/2012 12:42

Um alto diretor do banco de investimento Goldman Sachs renunciou nesta quarta-feira (14) a seu cargo de forma pouco convencional, por meio de um duro artigo de opinião do jornal "The New York Times", no qual acusa a instituição, um dos pesos-pesados de Wall Street, de se referir aos seus clientes como "marionetes".

"Hoje é meu último dia no Goldman Sachs", começa a carta de renúncia de Greg Smith no tradicional diário nova-iorquino, na qual assegura que após doze anos de trabalho para o banco de investimento com sede em Wall Street pode dizer que "o ambiente agora é mais tóxico e destrutivo que nunca".

O diretor de derivativos de renda variável do banco americano na Europa, Oriente Médio e África assegura que os interesses dos clientes da Goldman Sachs são relegados a um segundo plano e inclusive os próprios diretores da firma se referem a eles como "marionetes".

"A firma mudou tanto desde que entrei nela como recém-formado que já não posso dizer com a consciência tranqüila que me sinto identificado com o que representa", escreveu Smith, que trabalha em Londres.

O ex-diretor assegura que nas reuniões que participava ultimamente não eram gastos "um só minuto" para se analisar como ajudar os clientes, pois tudo o que importava era "como tirar o máximo de dinheiro possível deles".

Smith, que estudou na universidade Stanford, na Califórnia, assegura que esta decaída moral do banco dirigido por Lloyd Blankfein "representa a maior ameaça a sua sobrevivência a longo prazo".

"Me assusta como poucos altos diretores entendem uma verdade básica: se teus clientes não confiam em você, deixarão de fazer negócios contigo em algum momento", acrescenta Smith.

O Goldman Sachs foi acusado há dois anos de fraude pelas autoridades reguladoras do mercado nos Estados Unidos.

O impacto que teve o artigo levou o Goldman Sachs a emitir um comunicado no qual expressa seu "desacordo com as opiniões" do ex-diretor e destaca que "elas não refletem a forma pela qual administramos nosso negócio".

"Na nossa opinião, só teremos êxito se nossos clientes tiverem êxito. Esta verdade básica é o fundamento de como nos comportamos", acrescentou a instituição em seu comunicado.

A demissão de Smith e suas duras palavras contra o banco também influenciaram as ações do Goldman Sachs na Bolsa de Nova York, onde elas caíram na metade do pregão de hoje 2,98%.

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