Especulações sobre o próximo nome a comandar o ministério da Fazenda no lugar de Guido Mantega voltaram a mexer com o humor dos investidores ontem, derrubando em mais de 2% a Bolsa brasileira e levando o dólar novamente ao maior valor em nove anos. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações nacional, fechou em queda de 2,14%, aos 51.846 pontos.

No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 1,39% sobre o real, cotado em R$ 2,595 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, subiu 1,13%, para R$ 2,592. Ambos renovaram suas maiores cotações desde 18 de abril de 2005. A moeda americana chegou a atingir máxima de R$ 2,611 ao longo do dia.

Em seu caminho até a Austrália, onde participa da reunião do G20, a presidente Dilma Rousseff afirmou que anunciará os nomes da sua nova equipe econômica nas próximas semanas. Segundo analistas, a indefinição dos cargos – especialmente o de ministro da Fazenda –e a dúvida sobre quando os nomes serão conhecidos dão margem a especulações.

Entre os nomes citados pelo mercado, estão o do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles e do ex-secretário-executivo da Fazenda Nelson Barbosa. Reportagem do jornal Valor Econômico diz que Barbosa é o preferido dentro do PT. Ele teria afirmado, contudo, que ainda não recebeu convite para assumir a pasta. O atual presidente do BC, Alexandre Tombini, também está no radar do mercado como alternativa ao comando da Fazenda. Essa opção ganhou força após Tombini ter acompanhado Dilma ao encontro do G20, evento que normalmente reúne apenas chefes de Estado e ministros de finanças.

Mas, para analistas, entre os agentes de mercado, o nome de Meirelles agrada mais. A avaliação é que ele "é menos tolerável" à falta de autonomia para decisões econômicas.

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