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Dólar sobe 0,60% e renova máxima em mais de dez anos

Moeda norte-americana fechou em R$ 2,8852 na venda, pressionada pela expectativa de aumento dos juros nos Estados Unidos em meados deste ano

    • Reuters
    • 26/02/2015 18:11
    Economista vêm projetando que o banco central  dos EUA agirá em junho | Rick Wilking /Reuters
    Economista vêm projetando que o banco central dos EUA agirá em junho| Foto: Rick Wilking /Reuters

    O dólar renovou a máxima em mais de uma década ante o real nesta quinta-feira (26), após uma rodada de dados mistos sobre os Estados Unidos sugerirem que o Federal Reserve pode começar a elevar a taxa de juros em meados deste ano, apesar de declarações cautelosas da chair do banco central norte-americano, Janet Yellen.

    A moeda norte-americana subiu 0,60%, a R$ 2,8852 reais na venda, após atingir R$ 2,8414 na mínima da sessão e R$ 2,8945 na máxima. Trata-se do maior nível de fechamento desde 15 de setembro de 2004, quando foi a R$ 2,903. Segundo dados da BM&F, o giro financeiro ficou em torno de US$ 1,7 bilhão.

    Os preços ao consumidor dos EUA tiveram em janeiro a maior queda desde 2008, mas o núcleo da inflação, que não inclui energia e alimentos, subiu 0,2% no período. Em outros dados, as encomendas de bens duráveis subiram, revertendo a queda de dezembro, e os novos pedidos de auxílio-desemprego aumentaram mais que o esperado na semana passada.

    “Na margem, eu diria que os dados mantêm o Fed em vias de elevar os juros entre junho e setembro”, disse o economista da 4Cast Pedro Tuesta.

    Na terça-feira, a falta de uma sinalização mais contundente de que o aperto monetário teria início em breve no discurso de Yellen, do Fed, em comitê do Senado dos EUA havia levado os contratos futuros dos juros norte-americanos a embutir aumento de juros em outubro, sendo que até então apontavam setembro.

    Economistas em pesquisas da Reuters, contudo, vêm repetidamente projetando que o banco central agirá em junho. Juros mais altos nos EUA podem atrair para a maior economia do mundo recursos investidores atualmente em países como o Brasil.

    Cenário interno

    Mais cedo, o dólar chegou a recuar firmemente, após o analista da Moody’s Mauro Leos afirmar que, mesmo num cenário que envolve algum tipo de apoio financeiro à Petrobras, a dívida brasileira não ultrapassaria 70% do Produto Interno Bruto (PIB), ainda compatível com o rating “Baa2”.

    A moeda norte-americana havia avançado 1,22% na sessão passada em reação ao rebaixamento da petroleira pela Moody’s ao grau especulativo.

    “O mercado percebeu que pelo menos parte do mau humor de ontem foi exagero”, disse o operador de câmbio de uma corretora internacional.

    A estatal, envolvida em um escândalo bilionário de corrupção, pode ter de quitar antecipadamente sua dívida devido ao atraso na divulgação de seu balanço financeiro, o que geraria intensa pressão de liquidez sobre a companhia.

    Alguns operadores acreditavam que o dólar pode chegar a níveis relativamente equilibrados no curto prazo, enquanto investidores aguardam sinais que indiquem se o aperto fiscal promovido pelo governo está dando resultados.

    “Nesses últimos dias, o dólar tem feito esses movimentos: busca níveis mais altos, depois volta. O mercado está dando um tempo antes de voltar a ficar tomador”, disse o operador da corretora Walpires José Carlos Amado, ressaltando, contudo, que a moeda norte-americana ainda tem “potencial” para se apreciar.

    Swap cambial

    Nesta manhã, o Banco Central brasileiro vendeu a oferta total de até 2 mil swaps cambiais, que equivalem a venda futura de dólares. Foram vendidos 500 contratos para 1º de dezembro de 2015 e 1.500 para 1º de fevereiro de 2016, com volume correspondente a US$ 98 milhões.

    O BC também vendeu a oferta total no leilão de rolagem dos swaps que vencem em 2 de março. Se repetir o comportamento dos últimos meses e não realizar oferta para rolagem no último pregão do mês, a autoridade monetária terá rolado praticamente o lote integral.

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