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A Embraer reduziu no domingo (13) sua previsão de vendas de jatos executivos em 2011, responsabilizando a desaceleração na economia mundial nos últimos meses. A empresa brasileira disse na Feira Aeronáutica de Dubai que espera entregar 16 de seus maiores jatos executivos, como o Legacy e Lineage. A previsão anterior era de 18 jatos. Sua perspectiva de vendas de jatos menores, como o Phenom 100 e 300, foi reduzida para 75 a 80, em comparação a 100, de acordo com Claudio Camelier, vice-presidente de marketing da empresa. "O que gerou o cenário de quedas (nas previsões de vendas) foi a degradação geral da economia mundial nos últimos seis meses," diz Camelier. "Desde 2008, vimos alguns cancelamentos, mas hoje a taxa é significativamente inferior à de 2009. Dependendo da região, alguns clientes ainda enfrentam dificuldades." A Embraer divulgou dois cenários possíveis para o setor em dez anos: um crescimento sustentado, com 11.275 unidades; e um de um cenário de recessão, com um 9.125 unidades. "Dada a forma como vemos a evolução da economia mundial hoje, o cenário de recessão é o mais provável," acrescentou Camelier. A Airbus, cujos aviões formam a maior categoria de jatos particulares para os mais abastados ou para governos, disse que tinha visto uma desaceleração na demanda nos últimos dois anos, mas que a demanda estava aumentando novamente na Rússia e no Oriente Médio. A unidade EADS anunciou a criação de um setor de negócios especializado na venda de ou adaptação de jatos Airbus para uso privado e disse que estaria disposta a retomar a produção do A340, seu jato mais longo, que parou de produzir para as companhias aéreas.

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