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Startup

De tradutor a encanador. Empresa permite contratar e pagar autônomos via app 

Em geral, os aplicativos já disponíveis servem para que clientes e profissionais se encontrem, mas não participam de etapas como negociação e pagamento propriamente dito

    • Folhapress
    • 01/08/2017 18:21
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    A startup Helpie quer que a contratação de autônomos de diversas especialidades seja feita, da seleção ao pagamento, a partir de um aplicativo. A companhia lançou no final de abril seu serviço que, por enquanto, funciona na cidade de São Paulo. O app serve para professores, profissionais de construção e reformas, esteticistas e tradutores, por exemplo.

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    No serviço, quem quer contratar escreve a especialidade do profissional que precisa e o aplicativo apresenta uma lista de candidatos, o perfil deles, distância que ficam em relação ao usuário e nota recebidas em atendimentos anteriores.

    O cliente então pode iniciar uma conversa pelo app para negociar valores e definir datas. Caso seja fechada a contratação, o pagamento é feito via cartão de crédito. O dinheiro só é liberado para quem é contratado após o serviço ser feito.

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    O valor vai para um cartão pré-pago, fornecido pelo próprio Helpie. A start-up cobra uma taxa que varia entre 12% e 15% do valor do serviço, dependendo do prazo de recebimento do dinheiro pelo profissional que usa a plataforma.

    Processo completo é diferencial no mercado

    Parte do grupo que criou o serviço é sócio também de outra empresa de tecnologia, chamada Utilicom. A companhia oferece softwares de gestão para empresas do setor de construção e é atualmente principal patrocinadora do novo app.

    Leandro Lange, diretor de marketing do Helpie, diz que, apesar de existirem outros apps para a contratação de serviços variados a partir de aplicativos, nenhuma permite fazer o processo completo por ele (sem contar os especializados em uma única área, como Uber e seus concorrentes para quem busca motoristas).

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    Em geral, os aplicativos disponíveis servem para que clientes e profissionais se encontrem, mas não participam de etapas como negociação e pagamento propriamente dito.

    Atualmente a principal companhia do setor é a start-up GetNinjas. Sua maior diferença em relação a Helpie é que o uso de seu serviço depende de que o profissional cadastrado compre créditos para acessar dados de clientes que também usam o serviço.

    Feita a conexão entre profissional e cliente, as conversas e o pagamento são definidos entre eles —o GetNinjas não cobra comissão pelos serviços realizados por profissionais cadastrados em sua base.

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    Em 2015, o GetNinjas recebeu R$ 40 milhões em investimento. Os recursos vieram dos fundos Tiger Global, Monashees Capital e Kaszek Ventures. Em 2016, a companhia passou por programa de aceleração promovido pelo Google.

    App vai desincentivar os perfis tipo ‘faz-tudo’

    O Helpie recebeu até agora 4.000 cadastros de profissionais.  Quem quer aparecer no aplicativo passa por uma triagem antes de ser aprovado. É preciso, por exemplo, anexar fotos de documentos pessoais e, em alguns casos, certificados que garantam que o profissional tem autorização para exercer o trabalho que deseja (caso de arquitetos e engenheiros, por exemplo).

    Lange afirma que atualmente cerca de 70% dos cadastros não são aprovados. Hoje quem navega pelo perfil dos profissionais disponíveis no app encontra pessoas polivalentes, que incluem uma série de habilidades. em seus currículos dar aulas de inglês, passear com cachorros e fazer um bico como "marido de aluguel", dependendo da necessidade do cliente, por exemplo.

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    Lange considera que essa disposição em atuar de várias maneiras reflete em parte a crise pela qual o Brasil passa, que leva muitos a tentar se reinventar para seguir no mercado.

    Por outro lado, ele diz que a companhia irá incentivar profissionais cadastrados a dar mais atenção a suas especialidades. "O cliente pode ficar desconfiado nesses casos em que alguém diz que faz tudo e, no fim, pode não ser tão bom em nada".

    Outra melhoria que a start-up pretende fazer é dar ferramentas para contratações que durem por prazo maior, como caso de aulas de idioma ou instrumento.

    Hoje só é possível fazer um pagamento por contratação pelo aplicativo. No futuro, a start-up quer incluir ferramenta para o agendamento de pagamentos periódicos via cartão de crédito.

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    E como garantir que o cliente, depois de conhecer o profissional a partir do aplicativo, não irá fechar contratações por fora dele, fugindo das taxas de comissão?

    Lange afirma que o plano da start-up é dar benefícios para os profissionais que usarem o serviço com mais frequência, em especial maiores chances de serem recomendados quando novos clientes fizerem buscas. "Queremos incentivar não pelo medo [de punições ou exclusões], mas sim pelos benefícios".

    A companhia não informa o valor investido no projeto até o momento e diz que ainda é cedo para buscar mais recursos com investidores.

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