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Fernando Doege usou o Airbnb para administrar uma rede de imóveis para alugar | Hugo Harada/Gazeta do Povo
Fernando Doege usou o Airbnb para administrar uma rede de imóveis para alugar| Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

O investimento em imóveis para locação é uma atividade que costuma depender do trabalho de uma imobiliária para trazer retorno. Não no caso do empreendedor Fernando Doege, um dos milhares de anfitriões cadastrados na plataforma de locação de imóveis curta duração, Airbnb. Hoje, depois de quase 3 anos trabalhando por meio do site, ele gerencia mais de 40 propriedades.

Apoio que facilita a vida do empreendedor

Não é à toa que estas plataformas digitais, como Airbnb, Uber e Elo7, rapidamente se tornaram negócios de alto impacto econômico. Com modelos de negócio que dependem da integração entre dois lados do mercado – empreendedores e consumidores – estes sites proporcionam um benefício grande para o consumidor, ao mesmo tempo que tornam mais fácil a vida de quem quer empreender.

Para Fernando Doege, plataformas deste tipo facilitam muito a execução do negócio e reduzem a curva de aprendizado do empreendedor. No caso do Airbnb o auxílio vem em dois momentos, pois a plataforma entrega para quem está hospedando hóspedes que estão procurando um imóvel para alugar, além de fazer toda a operação financeira, que segundo Doege, é uma das partes mais determinantes do processo.

Além da questão burocrática, plataformas como o Elo7 ajudam também na inserção da empresa no mercado, assim como na divulgação da marca e dos produtos. Para Luciana Conti, dona da loja Patinhas & Cia, as campanhas de marketing e o investimento na educação dos lojistas são as diferenças cruciais que a plataforma proporciona para o negócio. “Se eu fizesse um site por conta, não sei se conseguiria ter sucesso,” explica.

O trabalho do empreendedor começou em 2013, quando cadastrou dois apartamentos da família no site, logo que ficou sabendo da existência desta possibilidade. No início o retorno não foi o esperado, mas uma breve pesquisa sobre as particularidades da plataforma e a substituição de algumas imagens, fizeram a procura pelos imóveis aumentar em 80%. Ele não sabia, mas sua jornada empreendedora de sucesso estava prestes a começar.

Não demorou muito para o empreendedor perceber que era muito mais vantajoso manter os apartamentos apenas na plataforma, e cerca de um ano depois de conhecer o Airbnb veio a ideia de negócio. “Comecei a mostrar o site para alguns amigos, e as pessoas começaram a me pedir ajuda para criarem perfis e colocarem seus imóveis no site,” conta. “Nesta hora eu percebi que ali poderia haver uma grande oportunidade de negócio.”

Segundo Doege, a grande sacada para transformar a atividade em um negócio rentável foi a automatização de alguns processos, para que a gestão dos imóveis tomasse menos tempo do seu dia. Assim, desde novembro de 2014 ele passaria a se dedicar exclusivamente à atividade, tanto com a prestação de consultoria, quanto com a gestão de imóveis de terceiros. “Hoje eu gasto a metade do tempo para cuidar do triplo de imóveis,” comemora.

Do hobby à oportunidade de negócio

A percepção de uma oportunidade também foi o que motivou a empreendedora Luciana Conti a criar a Patinhas & Cia, marca de produtos artesanais para pets que tem na plataforma de comércio Elo7 o seu principal canal de vendas. “Comecei a empreender porque não estava feliz no trabalho, e aos poucos percebi que meu hobby de trabalhos manuais poderia se transformar em uma empresa,” conta Luciana.

Na época da criação da empresa, há 5 anos, o planejamento inicial era fornecer os produtos para os pet shops da região de Curitiba. No entanto, depois de algumas pesquisas ela descobriu que poderia vender também através da internet sem a necessidade de ter que investir para criar seu próprio site. Após descobrir a existência do Elo7, marketplace focado em empreendedores que vendem artesanato, ela viu como os outros vendedores se posicionavam e em poucos passos criou a sua loja. “Foi um teste, eu realmente não esperava que desse certo,” comenta. “Achei que com os pet shops o trabalho ia dar mais certo, mas a demanda online acabou crescendo e hoje é meu principal canal de vendas.”

Contexto econômico da crise motivou startup curitibana James Delivery

Aumento no desemprego e necessidade dos brasileiros complementarem a renda foram a motivação para o negócio que conecta compradores e entregadores

A semelhança da crise brasileira com o contexto enfrentado pelos norte-americanos entre 2007 e 2008, época do lançamento de plataformas como Uber e Airbnb, foi o que motivou a criação da startup curitibana, James Delivery. Da mesma forma que os dois exemplos bilionários, o aplicativo nasce em um contexto onde as pessoas precisam driblar o desemprego com alternativas para complementar a renda. O sistema, lançado há pouco menos de três meses, conecta compradores com entregadores freelancers e desde o lançamento já triplicou o número de entregas.

De acordo com um dos cofundadores, Lucas Ceschin, a proposta do aplicativo é funcionar com um delivery particular do cliente, já que as entregas não ficam restritas apenas aos estabelecimentos que já possuem este serviço. “Os clientes podem fazer pedidos de qualquer lugar, e não apenas daqueles que já estão inseridos no modelo convencional,” explica. Diferente de outros aplicativos que fazem apenas o pedido, o James Delivery gerencia os pedidos e a entrega.

Além do potencial de complemento à renda de quem está desempregado, os empreendedores viram na redução da demanda – e do faturamento – do comércio a oportunidade para o investimento na startup. Enquanto os estabelecimentos precisam pagar para usar outros aplicativos semelhantes, como iFood e Pedidos Já, no caso do James Delivery o serviço não tem custo para o comerciante. “Quem paga pelo serviço é o cliente que fez o pedido,” comenta Ceschin. “Trazemos uma demanda sem onerar a operação do negócio.”

Para o final de 2016 os quatro sócios, que se conheceram durante uma pós-graduação no Vale do Silício, pretendem investir na expansão do negócio. “Queremos fechar o ano presentes em São Paulo e com 100 entregadores ativos em Curitiba”, conta Ceschin.

Assim como em outras plataformas como essa, os entregadores tem liberdade para escolher quando e em qual horário estarão disponíveis para trabalhar. Atualmente são mais de 30 entregadores ativos, em sua maioria estudantes e ciclistas, que podem ter um rendimento médio de R$ 40 a R$ 80 por um período de 5 horas de trabalho – aos finais de semana o valor pode dobrar.

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