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Empresa curitibana cria app que permite a pais monitorar a localização dos filhos

Wesafe mostra em um mapa, em tempo real, paradeiro do dono do celular e permite criar “cercas digitais” para controlar movimentação

  • PorRafael Waltrick
  • 14/05/2015 17:03
Karina Simões, diretora comercial da Logos, com o app Wesafe: aplicativo é o primeiro serviço da empresa voltado para pessoas físicas | Antônio More/Gazeta do Povo
Karina Simões, diretora comercial da Logos, com o app Wesafe: aplicativo é o primeiro serviço da empresa voltado para pessoas físicas| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

A empresa curitibana Logos Inovação e Tecnologia, especializada no monitoramento a distância de frotas e câmaras frias, completou cinco anos em março com uma novidade no portfólio de produtos: um aplicativo para smarpthones que permite a pais acompanhar, em tempo real, a localização dos filhos.

Chamado de WeSafe, o app de geolocalização foi lançado para o sistema Android em dezembro e chegou no mês seguinte à App Store, para iPhones. Trata-se, na verdade, de dois aplicativos, que precisam ser baixados separadamente. Um deles, intitulado WeSafe Protetor, é voltado para os usuários que querem acompanhar os movimentos de pessoas próximas, como filhos, pais ou amigos. Já o WeSafe Protegido é o que deve ser baixado por quem será monitorado, com o consentimento da pessoa.

O aplicativo utiliza o GPS do celular e o Google Maps para mostrar ao “protetor” a localização exata do “protegido” – a informação é mostrada tanto no mapa quanto no endereço encontrado pelo Google. Como o app gera uma posição a cada 10 minutos, é possível resgatar na tela toda o trajeto percorrido pela pessoa em determinado dia.

Com um simples toque em um ícone da tela, o aplicativo também mostra a rota mais próxima para chegar ao local. Outro recurso é uma espécie de “botão de pânico”, em que o usuário pode mandar uma mensagem automática a quem está sendo monitorado para perguntar se está tudo bem. A notificação aparece na tela do outro usuário, que então responde de forma positiva ou negativa.

“Cerca digital”

Outra ferramenta interessante é um tipo de “cerca digital”, em que o usuário especifica um raio de localização que não pode ser ultrapassado por quem está sendo monitorado. É possível, por exemplo, que o “protetor” aplique essa cerca somente às imediações da escola do filho. Se ele sair com o celular e se distanciar do local, um alerta é enviado de maneira imediata ao pai.

“O objetivo é permitir que o usuário fique próximo de quem ama, cuidando a distância dessa pessoa. É uma maneira de dar mais segurança e tranquilidade, de forma cômoda e prática”, afirma a diretora comercial da Logos, Karina Maria Simões.

Aplicativo desenvolvido pela Logos mostra localização em tempo real de usuários monitorados Divulgação

Desenvolvimento

O aplicativo demorou cerca de um ano para ser desenvolvido, desde a concepção da ideia – é o primeiro produto da Logos voltado especificamente para pessoas físicas. “Trabalhamos bastante a usabilidade, para ser uma interface amigável. Até para que o aplicativo possa ser usado com facilidade por crianças e pessoas que não têm familiaridade com tecnologia, como idosos”, relata o diretor de desenvolvimento do app, Jonderson Krüger.

Para facilitar o uso pelos “protegidos”, a versão do aplicativo para quem é monitorado é bastante simples e possui uma interface que emula um jogo de celular, com imagens de carros ou monstros. Há apenas uma única funcionalidade, em que o usuário responde com um toque à indagação do “protetor” , sobre se está tudo bem.

Negócio

O aplicativo não significa uma mudança de rumos para os negócios da Logos. Segundo Karina, a empresa segue focando no mercado corporativo, com o desenvolvimento de softwares e sensores que permitem o monitoramento de frotas de veículos, equipes de campo, mercadorias e maquinários – o carro-chefe da empresa é o serviço de controle de câmeras frias.

Tanto que a empresa não espera uma resposta financeira com o novo app a curto prazo. O aplicativo pode ser baixado de forma gratuita para um período de testes por 15 dias. Depois disso, o usuário contrata planos, que variam conforme o período contratado (mês, trimestre, semestre, ano) e o número de pessoas que quer monitorar.

A assinatura para um mês, para somente um “protegido”, por exemplo, sai por US$ 3,99. Outras simulações podem ser feitas no site oficial do aplicativo.

Segundo a Logos, até o momento já foram feitos cerca de 5 mil downloads dos apps – o que não significa que todos os interessados tenham de fato contratado os planos. “Esperamos um retorno financeiro a médio e longo prazo. Como temos a Logo por trás, fica mais fácil apostar em um produto como esse”, afirma a diretora comercial.

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