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O saldo da entrada e saída de dólares do país, fluxo cambial, fechou maio positivo em US$ 10,755 bilhões, informou hoje (5) o Banco Central (BC). É o maior saldo positivo desde julho de 2011 (US$ 15,825 bilhões). O fluxo comercial (operações relacionadas a exportações e importações) ficou positivo em US$ 14,098 bilhões, enquanto o financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) fechou negativo em US$ 3,343 bilhões.

De janeiro a maio deste ano, o saldo do fluxo cambial ficou positivo em US$ 12,171 bilhões, contra US$ 22,625 bilhões de igual período do ano passado. Nos cinco meses do ano, o resultado também ficou positivo, em US$ 18,724 bilhões. Já o financeiro ficou negativo em US$ 6,553 bilhões.

A forte entrada de dólares no país, no mês de maio, não foi suficiente para evitar a alta da moeda norte-americana. Já na última semana do mês, com quatro dias úteis, houve mais saída de dólares do que entrada, com saldo negativo de US$ 76,49 milhões. Na última sexta-feira (31) e hoje, a alta do dólar levou o BC a atuar no mercado de câmbio. A autoridade monetária fez uma operação de swap cambial tradicional, equivalente à venda de dólares no mercado futuro, para conter a alta do dólar.

No leilão de hoje, o BC vendeu US$ 1,37 bilhão no mercado futuro para tentar suavizar a alta da moeda norte-americana. Na sexta-feira, foram vendidos US$ 876,7 milhões no mercado futuro. O BC não fazia esse tipo de operação desde 27 de março deste ano.

De acordo com os dados do BC, os bancos fecharam maio com posição de câmbio comprada (indica expectativa de alta do dólar) em US$ 5,408 bilhões, invertendo a situação de abril (posição de câmbio vendida, indicação de queda da moeda, em US$ 5,113 bilhões).

Nesta terça (4), o Ministério da Fazenda anunciou a decisão de zerar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para os estrangeiros que aplicam em renda fixa no Brasil. Desde outubro de 2010, a alíquota em vigor era 6%. A medida, publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União, estimula a entrada de recursos externos e, por consequência, pode ajudar a conter a alta do dólar.

O dólar vem subindo devido a indicações que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) reduzirá os estímulos monetários que têm impulsionado a economia norte-americana nos últimos anos. Com a diminuição do volume de dólares em circulação, a moeda torna-se mais cara, o que afeta as cotações em todo o mundo.

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