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Os ministros das Finanças do Eurogrupo estão reunidos em Bruxelas desde as 13h (8h em Brasília) para estudar as propostas do governo grego que possibilitem um terceiro programa de resgate da economia do país.

A expectativa é a de que o governo do primeiro-ministro grego Alexis Tsipras apresente propostas “sérias” e “confiáveis”, segundo as palavras usadas pela maioria dos participantes ao chegar para a reunião dos líderes das 19 economias que compõem a zona do euro.

O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schäuble, disse que a permanência ou não da Grécia na zona do euro vai depender do que o governo Tsipras oferecer. Segundo ele, sem um programa de reformas “não há possibilidade de ajudar a Grécia dentro do marco da zona do euro”.

O vice-presidente para o euro da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, disse que “se a confiança não for reconstruída, se não houver um programa com credibilidade”, a saída da Grécia da zona do euro não está descartada.

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O Eurogrupo reúne os ministros das Finanças dos países da zona do euro mensalmente. Esta é uma reunião de emergência, que contará com a presença de chefes de Estado e de governo a partir das 17h (12h em Brasília).

A saída da Grécia, apelidada de “grexit”, uma combinação do nome do país com a “exit” (saída em inglês), ainda continua sendo rejeitada por dirigentes de outros países do grupo.

O ministro da Economia da Espanha, Luis de Guindos, disse que a saída da Grécia da zona do euro “não é uma solução desejada por ninguém”. De Guindos afirmou que é urgente um acordo, mas que pré-condições têm que ser respeitadas, referindo-se a um compromisso do governo grego com um programa de austeridade fiscal.

O novo ministro das Finanças da Grécia, Euclides Tsakalotos, que tomou posse na noite de segunda (6) em substituição a Yanis Varoufakis, estreia hoje na condução das negociações em situação extremamente adversa.

A Grécia adotou controle de capitais na semana passada. Desde 29 de junho, cada grego só tem direito a sacar 60 euros nos caixas automáticos. O feriado bancário foi estendido pelo menos até quinta-feira (9) e os gregos não sabem quando o dinheiro pode acabar.

Na noite de segunda, o Banco Central Europeu se negou a estender a assistência emergencial de liquidez aos bancos gregos.

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