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Expedição Safra vai percorrer 62 mil quilômetros | Hedeson Alves/ Gazeta do Povo
Expedição Safra vai percorrer 62 mil quilômetros| Foto: Hedeson Alves/ Gazeta do Povo

Com a missão de medir a maior safra brasileira de soja da história, os técnicos e jornalistas da Expedição Safra Gazeta do Povo voltam a campo nesta segunda-feira, a partir de Cascavel (Oeste do Paraná). O projeto cresceu e deve percorrer, em seu quinto ano, 62 mil quilômetros de estradas em regiões agrícolas – o equivalente a uma volta e meia na Terra.

"A safra brasileira de soja tem potencial para 70 milhões de toneladas. Perto de 19 milhões devem ser produzidas em Mato Grosso e 14 milhões no Paraná. Houve expansão da área da oleaginosa, que tomou espaço do milho, e a produtividade esperada é excelente", afirma o agrônomo Robson Mafioletti, técnico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), uma das entidades parceiras no projeto.

"O volume de soja que o Brasil deve produzir nesta temporada é o maior já registrado. Considerando também o milho (que teve área reduzida), o resultado em volume pode não ser recorde, mas é surpreendente. Numa safra de alto risco climático, as previsões mais otimistas se confirmaram", observa o coordenador da Expedição Safra, o jornalista e técnico Giovani Ferreira. Juntos, soja e milho podem passar de 100 milhões de toneladas em âmbito nacional, apontando para uma safra recorde de 150 milhões de toneladas de grãos.

O roteiro da Expedição inclui 12 estados brasileiros, Argentina, Paraguai, Estados Unidos e, pela primeira vez, Alemanha, França e Holanda. As regiões agrícolas do Brasil foram visitadas uma vez no plantio e voltam a ser percorridas agora na colheita. Além da produção, o projeto discute infraestrutura, logística, tecnologia, demanda e o mercado internacional de commodities.

A sondagem estimou – após percorrer 25 mil quilômetros Brasil afora no plantio – que a safra nacional de soja seria de aproximadamente 69 milhões de toneladas e a de milho passaria de 31 milhões. Esses números, que consideravam quebra na produtividade de 1% (soja) e 2,7% (milho), por força do fenômeno La Niña, foram considerados otimistas.

Neste momento em que a colheita começa a avançar em Mato Grosso e no Paraná, existe a possibilidade dessas marcas serem até ultrapassadas. Isso porque, informam técnicos e produtores consultados regularmente pela Expedição, o La Niña não causou secas prolongadas como estava previsto para o Sul. Em estados como Minas Gerais (Sudeste) e Goiás (Centro-Oeste), a expectativa é de aumento na produtividade. Em média, o país deve sustentar média de 2,9 toneladas de soja e 4,2 toneladas de milho por hectare.

Análise

A Expedição põe o pé na estrada a partir do Show Rural, realizado em Cascavel pela cooperativa Coopavel de hoje até dia 11. No evento, o Núcleo de Agronegócio do Grupo Paranaense de Comunicação (GRPCom) realiza também a primeira edição do ano do Ciclo de Palestras – Informação e Análise do Agronegócio. Haverá palestra com o ex-diretor do Banco Central e consultor Gustavo Loyola seguida de debate.

Os produtores precisam de dados sobre a produção de grãos e também de avaliações sobre a conjuntura econômica para atuarem de forma estratégica, avalia o economista Pedro Loyola, da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), que apoia a Expedição e o Ciclo de Palestras. Cerca de 300 pessoas devem participar do evento no Auditório Central.

Serviço: Para acompanhar a Expedição Safra, acesse www.gazetadopovo.com.br/expedicao. Para confirmar presença no Ciclo de Palestras, envie e-mail para rsvp@grpcom.com.br.

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