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Classes sociais

Famílias adiam viagens e compra de imóveis

Com as perdas acumuladas desde setembro do ano passado, investidores passaram a cortar despesas supérfluas e a economizar nos gastos diários

  • PorCristina Rios e Anelize Salvagni Pereira, especial para a Gazeta do Povo
  • 19/07/2009 21:18
Ricardo Carvalho com a esposa, Eliana, e o filho Bruno: renda 30% menor | Pedro Serápio/Gazeta do Povo
Ricardo Carvalho com a esposa, Eliana, e o filho Bruno: renda 30% menor| Foto: Pedro Serápio/Gazeta do Povo

Classe C para de crescer

Depois de engordar nos últimos anos, com a ascensão social das camadas mais pobres da população, a classe C parou de crescer em 2008, segundo estudo da Cetelem, financeira do grupo francês BNP Paribas, em conjunto com o Instituto Ipsos. "Trata-se da consolidação da classe C como principal faixa da população brasileira. É um processo natural. Após o crescimento forte há um período de estabilidade", diz Marcos Etchegoyen, vice-presidente do Cetelem, que não atribui diretamente esse resultado à crise econômica iniciada em setembro do ano passado. "Em algum momento a classe C iria parar de crescer", diz.

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O investidor Ricardo Carvalho, de 34 anos, viu seu rendimento encolher 30% com perdas no mercado de ações. Para conseguir manter as contas em dia e ainda guardar dinheiro para possíveis dificuldades, ele tomou uma série de medidas. Carvalho desistiu de trocar os seus dois carros em 2009 e adiou a compra de um imóvel que pretendia adquirir como investimento. "Preferi ficar com esse dinheiro por que a gente ainda não sabe o que vem pela frente", enfatizou.

A família do investidor também tem feito economia nos gastos do cotidiano: cortou gastos com a tevê a cabo, passou a economizar energia e trocou a empregada doméstica registrada por uma diarista. As compras do mês e o lazer também foram revistos. "Agora compramos só aquilo que precisamos, acabaram as compras por impulso. Idas a restaurantes e viagens também diminuíram bastante. Não é que a gente não possa fazer essas coisas, mas vale a pena ter mais cuidado", afirma.

Com a instabilidade no mercado de ações gerada pela crise econômica global, o investidor Roberto Arioli, de 36 anos, sentiu uma queda de 50% na renda. Assim como Carvalho, ele preferiu não revelar quanto ganha por mês. "A redução não trouxe problemas para o dia a dia. O essencial como alimentação e saúde foi mantido. Mas está mais difícil fazer com que o meu patrimônio cresça", diz ele, que reduziu seus investimentos na bolsa de valores.

Arioli afirma ainda que cortou despesas supérfluas. "Estou desde o ano passado adiando viagens ao exterior. Eu até tenho as milhas, mas não adianta ter só a passagem. Além disso estou economizando também quando saio na noite", ressaltou. No ano passado, antes do início da crise, ele trocou seus dois veículos. "Se eu soubesse que a crise viria com essa força, teria trocado apenas um dos carros", ponderou.

Planos mantidos

Mas nem todas as famílias estão cortando gastos. O empresário Roberto Oliveira, de 53 anos, dono da Exal Alimentação e investidor em ações, diz que sua carteira na bolsa perdeu mais de 30% do valor com a crise, mas mesmo assim ele manteve seus planos. "Eu não perdi dinheiro porque eu não realizei o prejuízo. Pelo contrário, estou usando o momento de baixa para comprar mais papéis", diz. Ele conta que negociou a prorrogação do prazo de pagamento de um imóvel novo que comprou na planta para que sobre mais dinheiro para aplicar na bolsa. "Ampliei o prazo de pagamento do imóvel 26 para 36 meses. O mercado acionário potencial tem um grande potencial de crescimento", afirma.

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