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Montadoras

Fiat dá férias coletivas em MG; sindicato fala em demissões

A Fiat decidiu deixar 800 funcionários de sua fábrica em Betim, em Minas Gerais, em férias coletivas por 10 dias a partir desta quarta-feira, informou o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim.

O número equivale a cerca de 5 por cento dos 15 mil funcionários que a montadora emprega na fábrica, confirmou a Fiat quando procurada pela Reuters.

"O motivo para a concessão das férias é adequação do programa de produção à demanda", disse a assessoria de imprensa da montadora. Não estão programadas demissões ou concessão de novo período de férias, acrescentou a assessoria.

Antes da crise de crédito internacional derrubar as vendas de veículos no país, a Fiat produzia na unidade cerca de 3.000 carros por dia, segundo o sindicato. A produção atualmente está em 2.400 unidades.

No início deste ano, a Fiat encerrou o terceiro turno da fábrica, transferindo cerca de 3 mil trabalhadores para o primeiro e segundo turnos, informou o sindicato.

Na semana passada, a fabricante de autopeças Magneti Marelli Cofap anunciou corte de 10 por cento de sua força de trabalho no Brasil, o que correspondeu à redução de 800 empregos. Enquanto isso, a General Motors informou demissão de 744 funcionários temporários em São José dos Campos (SP).

O Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, Igarapé e São Joaquim de Bicas, na região metropolitana de Belo Horizonte, afirma que, além das férias coletivas, pelo menos outros 599 trabalhadores foram demitidos da montadora e de suas fornecedoras.

Procurada, a Fiat informou, também por meio da assessoria de imprensa, que não poderia confirmar as demissões porque esses dados só são divulgados no balanço anual, que sairá em fevereiro.

Segundo a direção do sindicato, no entanto, essas demissões já têm as homologações marcadas para o período entre 19 e 30 deste mês.

Dados do sindicato, que representa 41.748 metalúrgicos nos três municípios da Grande BH, indicam que a Fiat e suas 14 principais fornecedoras demitiram 4.702 funcionários com mais de um ano de casa no ano passado, sendo 1.637 em outubro, novembro e dezembro --período pós agravamento da crise financeira internacional.

Os sindicalistas pretendem se reunir com representantes das empresas ainda esta semana.

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