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Bancos perdem espaço para startups na briga por consumidores digitais

Os bancos Original e Neon saíram na frente ao oferecer a opção de abertura de conta pela internet, serviço que as grandes instituições possuem apenas em caráter experimental

  • PorFábio Cherubini
  • 08/09/2016 21:30
Pedro Conrade, 24 anos, CEO do Neon: “Os bancos não entenderam como fazer esse tipo de negócio”. | Divulgação/
Pedro Conrade, 24 anos, CEO do Neon: “Os bancos não entenderam como fazer esse tipo de negócio”.| Foto: Divulgação/

Acostumadas com um mercado concentrado desde a década de 1990, as grandes instituições financeiras começaram a encarar novos concorrentes no território digital. Somente neste ano, dois bancos até então desconhecidos passaram a oferecer a possibilidade de abertura de contas totalmente on-line, sem a necessidade de se deslocar a uma agência e encarar filas: o Original e o Neon.

Em resposta a essas iniciativas, as maiores empresas privadas do setor trouxeram à tona projetos para competir nessa frente. O Itaú começou a oferecer em agosto a opção de abertura de conta por meio do aplicativo Abreconta, disponível apenas para celulares da Apple. Já o Bradesco afirmou que a possibilidade está em fase de testes.

Mas, enquanto os serviços bancários tradicionais seguem em caráter experimental, as iniciativas das fintechs, empresas de tecnologia financeira, estão em pleno funcionamento. O Original, por exemplo, está no ar desde o fim de março e pretende atrair dois milhões de clientes em 10 anos. Controlado pela holding do grupo JBS, o negócio foi idealizado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e recebeu R$ 600 milhões em investimentos.

Já o Neon foi inaugurado em julho deste ano a partir da junção da startup Contro.ly, aplicativo de cartões de débito e crédito recarregáveis, e a Neon Pagamentos. A empresa possui uma estrutura enxuta e teve uma injeção de R$ 14 milhões. Com mais de 20 mil clientes, a fintech espera alcançar 100 mil até a metade de 2017.

Com os mesmos serviços que os bancos tradicionais, os negócios on-line oferecem opções de transferência, pagamento e investimentos, tudo pela internet. Nos dois casos, não há anuidade e os saques podem ser feitos em caixas da rede 24 Horas. Já o atendimento é feito por chats presentes nos aplicativos. “Nós somos diferentes porque oferecemos um produto que já nasceu digital. Os bancos não entenderam como fazer esse tipo de negócio. Eles simplesmente lançam aplicativos. Mas o nosso conceito é diferente, porque colocamos o cliente no centro das soluções”, afirma o CEO do Neon, Pedro Conrade, de apenas 24 anos.

Uma diferença que desponta como uma vantagem competitiva das startups frente às instituições tradicionais, avalia o cofundador do polo de inovação Fintechlab, Alexandre Lara. “Os clientes exigem serviços mais transparentes e convenientes, e como as fintechs já nascem com uma flexibilidade operacional diferenciada, elas ficam na dianteira da inovação e do desenvolvimento de novos features.”

Além do atendimento centrado nas necessidades dos consumidores, Lara acredita que a chegada desses novos players abre espaço para a queda dos juros praticados no mercado e para a redução da margem dos bancos.

Abreconta

O Itaú iniciou em agosto os testes para a abertura de contas pelo celular por meio do aplicativo Abreconta. Disponível apenas em fase pré-operacional, o serviço está disponível para telefones da Apple e deverá ganhar uma versão para o sistema Android. De acordo com o banco, 11 milhões de clientes usam a internet para realizar serviços bancários. Até abril deste ano, a instituição registrou 8,9 bilhões de operações por meio digital.

País tem mais de 300 fintechs, com R$ 450 mi em investimentos

O cofundador do Fintechlab, Alexandre Lara, estima que no Brasil existam mais de 300 negócios digitais do setor financeiro, entre bancos, seguradoras, operadoras de cartão, empresas de contabilidade e apps de gerenciamento financeiro. Destes, o polo acompanha mais de 130.

De acordo com o último relatório do laboratório, 30% destas empresas possuem faturamento superior a R$ 1 milhão e dois terços delas receberam algum tipo de investimento, que até o fim de 2016 deverão somar R$ 450 milhões. “O que nós vemos é uma baixa taxa de mortalidade e um crescimento alto das empresas. São poucas as que descontinuaram”, conta ele.

Devido à alta regulamentação da área financeira, o gestor explica que a maioria dos executivos possui experiência em grandes instituições. Um exemplo é o dos fundadores do Nubank, que têm passagem por bancos de varejo e de investimentos.

O surgimento dos bancos digitais, porém, se tornou um fenômeno ainda mais recente, depois de o Conselho Monetário Nacional, ligado ao Banco Central, regulamentar a abertura e fechamento de contas por meio da internet.

Conforme a resolução 4.480, as empresas devem adotar uma série de procedimentos para garantir a autenticidade e controle dos documentos dos correntistas, e permite o uso de tecnologias de reconhecimento de face, voz e de assinaturas eletrônicas.

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