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Gasto público do governo tem, em geral, três fontes de financiamento: arrecadação, endividamento e emissão monetária.
| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Após um ano marcado pela crise de Covid-19, o governo prevê que a economia vai voltar a crescer em 2021. O Ministério da Economia estima que o Produto Interno Bruto (PIB) vai avançar 3,2% neste ano, o mesmo valor que já constava no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2021 enviado ao Congresso Nacional.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (17) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta.

A secretaria destaca, em nota, que as incertezas para este ano são elevadas, devido à continuidade da pandemia de Covid-19, mas afirma que há indicadores no primeiro bimestre que apontam para uma recuperação da atividade econômica.

"A atividade, no começo deste ano, segundo os indicadores coincidentes e de alta frequência até fevereiro, tem mantido o ritmo de crescimento, contrariando algumas previsões mais pessimistas que sugeriram retração no 1T21 devido ao fim do auxílio emergencial", diz a SPE. O auxílio deve retornar em abril, para quatro parcelas de valor médio de R$ 250.

A previsão do governo para o PIB está em linha com a do mercado financeiro. Segundo o último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, os economistas do mercado esperam que o PIB avance 3,23% neste ano. As projeções estão caindo semana após semana, devido ao atraso na vacinação e às medidas de restrição da atividade econômica.

No ano passado, o PIB caiu 4,1%, sob os efeitos da pandemia de coronavírus. Foi o pior resultado anual desde 1990, ano do confisco da poupança, quando a economia encolheu 4,35%. Porém, ficou melhor do que o esperado ao longo de boa parte de 2020.

Inflação

Para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, o Ministério da Economia acredita que ela vai chegar em 4,4% em 2021. O número é maior que os 3,23% estimados no fim do ano passado.

Apesar da alta na projeção, não haverá descumprimento da meta se a inflação oscilar entre 2,25% e 5,25% em 2021, segundo parâmetros definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A perseguição da meta de inflação é uma das tarefas do Banco Central.

"O principal responsável pela elevação da projeção foi o preço dos alimentos. Todavia, as expectativas a partir de 2022 apontam convergência da inflação para o centro da meta", informou a SPE em nota.

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