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Hand Talk quer levar acessibilidade digital brasileira para surdos nos EUA

Após receber aporte de R$ 2,5 milhões, Hand Talk tem por objetivo chegar aos Estados Unidos com ferramentas que traduzem áudio e texto para a língua de sinais

  • Beatriz Pozzobon Especial para a Gazeta do Povo
Carlos Wanderlean, Ronaldo Tenório e Thadeu Luz, fundadores da Hand Talk, ao lado da imagem do intérprete virtual da empresa, Hugo. | Divulgação
Carlos Wanderlean, Ronaldo Tenório e Thadeu Luz, fundadores da Hand Talk, ao lado da imagem do intérprete virtual da empresa, Hugo. Divulgação
 
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A startup brasileira Hand Talk, que teve seu aplicativo reconhecido com o melhor app social do mundo pela ONU em 2018, recebeu um aporte de R$ 2,5 milhões e levará sua tecnologia para os Estados Unidos neste ano. O investimento foi realizado pela Kviv Ventures, fundo da família Klein, da Casas Bahia, com follow-on da Bossa Nova Investimentos, que voltou a apostar na startup. Hoje, a empresa está consolidada no país como tradutora para língua de sinais, mas quer ir além disso.

A Hand Talk nasceu em 2012 de uma ideia de faculdade do publicitário Ronaldo Tenório. Junto com os sócios Tadeu Luz, arquiteto especialista em 3D, e Carlos Wanderlan, desenvolvedor de sistemas, Tenório criou um aplicativo que traduz áudio e texto para Libras, a Língua Brasileira de Sinais, por meio de um interprete virtual batizado de Hugo. Com mais de dois milhões de downloads, o app tem caráter educativo para interessados na língua.

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Em 2014, os sócios desenvolveram o tradutor de sites, uma ferramenta que torna o ambiente online acessível para surdos. A partir de um plug-in, são traduzidos os textos e vídeos dos sites para a linguagem de sinais. O plug-in proporciona acessibilidade digital para 10 milhões de surdos no Brasil visto que, de acordo com a Federação Mundial de Surdos, cerca de 80% deste público não compreende bem a língua escrita de seu país.

“A comunidade surda aprende a língua de sinais como sua primeira língua e grande parte dela depende exclusivamente das Libras para se comunicar”, explica Tenório, CEO da Hand Talk. “O português, por ser um idioma basicamente fonético, é de difícil compreensão para os surdos e a maioria das escolas do país ainda não consegue oferecer uma boa estrutura de ensino para eles”, completa.

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Transformado em app e também plug-in, o intérprete virtual da Hand talk, Hugo, pode ser usado amplamente pela comunidade surda e pelas empresas preocupadas em atender esse público.NA LATA/Divulgação

Por conta disso, e apesar da acessibilidade digital brasileira ser obrigatória desde 2016, pela Lei Brasileira de Inclusão, o mundo online ainda não é realidade para uma parcela significativa dos surdos. “A empresa que não tem o site acessível, não está cumprindo a legislação. Mas, infelizmente, poucas se preocupam com isso”, destaca Tenório.

Atualmente, a Hand Talk tem um portfólio que reúne 200 médias e grandes corporações que possuem a ferramenta de tradução de sites instalada. Entre os grandes nomes, pode-se citar a Samsung, Azul Linhas Aéreas, Sebrae, Banco BMG, Avon e Natura.

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No início do ano, a Hand Talk comprou a ProDeaf, sua principal concorrente brasileira. A empresa de Recife (PE) tinha o Bradesco e a Telefônica como grandes clientes, que foram incorporados ao portfólio da Hand Talk. O valor da aquisição não é divulgado pela empresa.

O aporte da Kviv Ventures é o maior recebido até então. Todas as rodadas de investimentos representam R$ 4,5 milhões do capital da empresa, em um total de R$ 8 milhões investidos na plataforma. Para o ano que vem, a Hand Talk quer dobrar a base de clientes e lançar o aplicativo nos Estados Unidos.

“Estamos trabalhando com as traduções para a Língua de Sinais Americana (ASL) desde o ano passado. Lançar o app nos EUA é o primeiro passo de uma meta da empresa que é levar o Hugo para outras línguas e impactar milhões de pessoas que também precisam dessa solução em diversas partes do mundo”, finaliza Tenório.

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