A produção da indústria do Paraná caiu 2,6% em abril, em relação ao mesmo mês de 2014. Esta foi a quarta queda seguida nessa base de comparação. No período de janeiro a abril, a indústria do estado recuou 8,5%, o segundo pior desempenho entre todas as regiões pesquisadas pelo IBGE, à frente apenas do Amazonas (-18,2%).

O desempenho do Paraná em abril foi melhor do que a média nacional e mostra uma desaceleração na retração – ela havia sido de 5,2% em março e 15% em fevereiro, na comparação com os mesmos meses de 2014. O estado foi a única região a mostrar alta na em abril ante março. Mas o aumento de 1,4% na margem, puxado pelos setores de alimentos, outros produtos químicos e veículos, não deve ser comemorado. “Não significa recuperação, o estado ainda está 23,6% abaixo de seu pico de produção, que foi em dezembro de 2011”, afirmou o técnico Rodrigo Lobo, da Coordenação de Indústria do órgão.

No país, a indústria teve retração de 7,6% em abril ante igual mês de 2014 e ficou com o sinal negativo em 13 dos 15 locais pesquisados. Em São Paulo, o recuo foi de 11,3%, a maior queda para a região desde junho de 2009, quando a produção cedeu 12,8% nesse mesmo tipo de confronto.

Ainda em relação a abril de 2014, foram registrados recuos intensos nas regiões do Amazonas (-19,9%), diante da diminuição na fabricação dos setores de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos e outros equipamentos de transporte; Ceará (-14,7%), devido ao desempenho de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados, produtos têxteis e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis; e Bahia (-12,8%), em função da produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis e metalurgia. No ano, a indústria brasileira teve uma queda de 6,3%.

Os setores da indústria paranaense que foram mais prejudicados pela crise foram o de fabricação de veículos, com retração de 34,6% acumulada nos primeiros quatro meses do ano, e fabricação de produtos de minerais não metálicos (-17,7%). O tombo no setor automotivo foi provocado por uma combinação de preços elevados (influenciada pela alta do IPI sobre os veículos), restrição de crédito e queda da demanda em um período de desemprego em alta.

A crise também se espalhou para outros setores, como fabricação de produtos de borracha e plástico (-9,2%), produção de combustíveis e outros derivados de petróleo (-8,1%) e fabricação de produtos de metal (-5,3%).

Apesar da queda forte no número geral da indústria paranaense, há seis setores que apresentam crescimento na produção nos primeiros quatro meses do ano. O melhor desempenho é na indústria de celulose e papel, com alta de 6,9%, seguida do setor de bebidas (6,3%) e máquinas e equipamentos elétricos (4,8).

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