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Consultorias, analistas e a mídia especializada concordam: 2016 é o ano da realidade virtual. Depois de várias tentativas frustradas nas últimas décadas, a tecnologia finalmente está prestes a se popularizar, por meio de novos produtos e recursos que conseguem oferecer uma boa experiência de imersão sem efeitos colaterais, como enjoos.

O fato de várias grandes empresas de tecnologia estarem apostando no segmento é uma mostra do potencial da realidade virtual entre o grande público, que já conta com vários óculos à venda – pelo menos no exterior, já que no Brasil os acessórios devem chegar somente a partir do ano que vem.

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Veja abaixo quais são os principais óculos desta “nova geração” da realidade virtual e prepare-se para, em breve, encomendar o seu.

Rift, da Oculus VR

Oculus VR/Divulgação

Aguardado durante anos, o Rift finalmente começou a ser vendido em janeiro, por US$ 599. Apesar do preço ter vindo acima do esperado pelos usuários e analistas, o aparelho tem se dado bem no mercado – devido à alta procura, as encomendas podem demorar mais de dois meses para serem despachadas. Por enquanto, as vendas estão restritas a pouco mais de 20 países – o Brasil, infelizmente, não está entre eles.

A empresa, comprada por US$ 2 bilhões pelo Facebook em 2014, diz que está trabalhando com desenvolvedores da indústria de games para lançar, ainda em 2016, mais de 20 jogos próprios. Além disso, a intenção é apostar em versões para realidade virtual de jogos já consagrados, como o Minecraft – a meta é que os jogadores tenham, até o fim de 2016, mais de 100 títulos para jogar no Rift.

Vale lembrar que, além do óculos, o consumidor também precisa ter um computador potente para utilizar o aparelho – no site da marca é possível fazer o download de uma ferramenta para testar a compatibilidade do PC com o acessório.

Gear VR, da Samsung

Samsung/Divulgação

Desenvolvido em parceria com a Oculus (criadora do Rift), o dispositivo da Samsung começou a ser vendido no Brasil no fim do ano passado. Assim como outros óculos de baixo custo já disponíveis no mercado, como os modelos das curitibanas Beenoculus e Loox VR, o Gear VR funciona por meio de um smartphone, que serve como tela e oferece o hardware necessário para rodar os aplicativos e jogos. O popular game Minecraft, inclusive, acabou de receber uma versão para o acessório.

O “porém” é que o óculos é compatível apenas com os últimos smartphones top de linha da Samsung: Galaxy Note 5, Galaxy S6 edge+, S6 e S6 edge e o Galaxy S7 edge e Galaxy S7. O Gear VR, sozinho, sai por R$ 799, mas é preciso levar em conta o custo também para adquirir um dos smartphones citados – há uma promoção em vigor em que, na compra do S7, o usuário ganha um óculos de realidade virtual.

Vive, da HTC

HTC/Divulgação

O óculos da HTC, empresa sediada em Taiwan, foi desenvolvido em conjunto com a Valve, companhia responsável pela plataforma de games Steam. O Vive está entre os dispositivos mais caros no mercado – está sendo vendido por US$ 799 – e, por enquanto, sua venda está restrita a 24 países. O Brasil, pra variar, não está na lista.

A mídia especializada garante que o Vive é um dos melhores – senão o melhor – dispositivos de realidade virtual já lançados. Não à toa, ganhou vários prêmios durante a última Consumir Electronics Show (CES), no começo deste ano, incluindo o de melhor produto para games da feira. Um dos seus diferenciais é conseguir sinalizar ao usuário onde estão as paredes de sua casa e permitir, por meio de uma câmera, que o “mundo real” possa ser visto a qualquer momento, mesmo enquanto os óculos ainda estiverem sendo usados.

Por outro lado, assim como o Rift, exige um computador com um hardware potente para rodar os games e aplicativos disponíveis.

Playstation VR, da Sony

Sony/Divulgação

Os óculos da Sony, que servirão como um acessório para o console Playstation 4, chegam ao mercado em outubro deste ano, mas a pré-venda já está aberta no site oficial da marca – o aparelho pode ser encomendado por US$ 549,95. Por enquanto, ainda não há previsão de lançamento no Brasil.

Segundo a Sony, o acessório será equipado com tela OLED de 5,7 polegadas com resolução de 1920x1080 pixels e terá um campo de visão de aproximadamente 100 graus. Sua latência será de apenas 18 milissegundos e ele dependerá da PlayStation Camera para reconhecer os movimentos do jogador – a câmera também será preciso ser comprada à parte pelo jogador.

A companhia japonesa diz que espera lançar pelo menos 50 jogos para realidade virtual apenas neste ano e que há mais de 250 desenvolvedores trabalhando em projetos futuros envolvendo a tecnologia.

Daydream, do Google

Google/Divulgação

Daydream é o nome da plataforma de realidade virtual que será integrada ao Android N, a próxima versão do sistema operacional do Google. Em sua conferência anual com desenvolvedores na semana passada, a gigante de buscas anunciou que vai lançar ainda neste ano, entre setembro e dezembro, um conjunto de óculos e joystick para ser usada na plataforma.

O dispositivo será o sucessor do Cardboard, óculos de papelão que funciona por meio de um smartphone – o mesmo princípio do Gear VR citado acima. Mas o novo acessório, segundo o Google, deve ser mais duradouro, confortável e potente.

Entre os apps que poderão ser visualizados nos óculos estão o Google Street View e o YouTube – a companhia também já anunciou parcerias com desenvolveras de games como a Electronic Arts e Ubisoft. Como se trata de um produto em desenvolvimento, o Google ainda não anunciou o preço ou os primeiros mercados que receberão o aparelho.

Hololens, da Microsoft

Microsoft/Divulgação

Um dos acessórios mais aguardados pelo mercado e entusiastas da tecnologia, o Hololens se diferencia dos demais modelos por focar na realidade aumentada, em vez da virtual: a tecnologia permite que o usuário enxergue em um ambiente real um conteúdo virtual gerado por meio dos óculos. Os vídeos divulgados pela Microsoft até o momento, por exemplo, mostram profissionais utilizando os óculos para projetar produtos e até jogar Minecraft em cima da mesa da sala. O dispositivo usa as câmeras embutidas nos óculos para escanear o cômodo da casa e detectar suas superfícies, que se tornam potenciais “palcos” para os objetos holográficos.

Ainda não há previsão para o Hololens chegar ao mercado, mas a companhia já está vendendo kits para desenvolvedores – passo essencial para que mais funcionalidades do aparelho venham à tona. Colocar as mãos no protótipo, no entanto, não é tão fácil: o kit custa US$ 3 mil e apenas desenvolvedores dos Estados Unidos e Canadá estão recebendo o produto por enquanto.

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