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O futuro do trabalho: 10 casos em que robôs já tomaram o lugar de humanos

Estudo do Fórum Econômico Mundial prevê que, até 2020, novas tecnologias vão eliminar 5,1 milhões de postos de trabalho em 15 países

  • Rafael Waltrick
Fábrica da BMW na Alemanha: robôs na linha de frente da indústria | Divulgação/BMW
Fábrica da BMW na Alemanha: robôs na linha de frente da indústria Divulgação/BMW
 
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Não é de hoje que os avanços da tecnologia deixam em alerta trabalhadores dos mais variados setores, que veem aumentar as chances de seus postos serem ocupados por máquinas e sistemas de computador. Apesar de muitos subestimarem o desenvolvimento dessas inovações, o risco existe e já foi até calculado: estudo do Fórum Econômico Mundial divulgado no fim do ano passado prevê que, até 2020, as novas tecnologias como internet das coisas, impressão 3D, inteligência artificial e biotecnologia vão eliminar 5,1 milhões de vagas em 15 países que respondem por dois terços da força mundial de trabalho.

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Não é preciso esperar até 2020, porém, para dar de cara com robôs e softwares desempenhando tarefas antes restritas a humanos. Confira abaixo exemplos que mostram o atual estágio de algumas tecnologias – principalmente robótica e inteligência artificial – e como elas estão mudando as relações entre humanos e robôs.Em alguns dos casos, as inovações ainda estão em teste, mas devem ganhar as ruas (e escritórios) em breve.

Analista de investimentos

Desde 2014, o conselho administrativo do fundo de investimentos Deep Knowledge Ventures, sediado em Hong Kong, tem entre seus membros um algoritmo de inteligência artificial, batizado de Vital. O sistema foi desenvolvido como uma ferramenta para auxiliar o fundo a escolher em quais startups e empresas alocar capital, com base na trajetória dos candidatos e no potencial do negócio.

Apesar de ainda incipientes, iniciativas como essa devem se tornar cada vez mais populares nos próximos anos e mudarão a maneira como executivos tomam decisões estratégicas.

Atendente de loja

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Divulgação/Hindustan Times

A famosa rede de lojas de departamento Mitsukoshi, de Tóquio, utilizou temporariamente ano passado uma androide como recepcionista, em alguma de suas unidades. O robô Aiko, que tem a aparência bastante realista de uma mulher vestida de quimono, consegue se apresentar perante os clientes, cumprimenta, indica onde estão os produtos e oferece informações úteis – no entanto, ainda não é capaz de interagir com os clientes para responder a perguntas não programadas.

A intenção dos desenvolvedores é que a androide se torne multilíngue para ser utilizado em larga escala durante os Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020.

Carteiro

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Divulgação/Amazon

A Amazon revelou, no fim do ano passado, um vídeo em que mostra um de seus drones fazendo a entrega de uma encomenda. A aeronave é capaz de voar por uma distância de 24 quilômetros e é equipada com uma tecnologia de sensores para evitar obstáculos em seu caminho. A intenção da gigante do e-commerce é utilizar os drones para entregar pedidos de produtos em até trinta minutos. A Amazon reconhece que ainda “vai levar algum tempo” para o serviço ser lançado, até por questões regulatórias, mas que segue apostando na viabilidade do serviço, batizado de Prime Air.

Em outra iniciativa, divulgada mês passado, o serviço de correio alemão, Deutsche Post começou a fazer testes com robôs – neste caso, as máquinas não serão usadas para substituir profissionais humanos, mas, sim, para ajudá-los comas entregas, carregando pacotes pesados e seguindo os carteiros.

Metalúrgico

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Divulgação/BMW

Muitas montadoras de veículos têm investido na modernização de suas linhas de produção, mas a planta da BMW na cidade de Leipzig, na Alemanha, leva a chamada “indústria 4.0” a um outro nível. Desde 2013, a unidade tem mil robôs na linha de produção do carro elétrico da montadora, observados à distância por funcionários que apenas monitoram o trabalho das máquinas.

Jogador profissional de Go

Em março deste ano, o programa de computador AlphaGo, criado pela Deep Mind, empresa do Google, ganhou um torneio histórico contra o campeão mundial de Go Lee See-Dol. No jogo de origem oriental, dois adversários tentam ocupar o maior espaço possível em um tabuleiro quadriculado, colocando, alternadamente, bolas pretas e brancas. De cinco partidas, o Alpha Go venceu quatro.

A vitória foi considerada emblemática por ter trazido à tona os avanços em um campo da inteligência artificial conhecido como deep learning, em que robôs e sistemas são desenvolvidos para responderem de maneira apropriada a situações específicas sem que tenham sido orientados previamente para isso.

Diretor de criação

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McCann Erickson Japan/Divulgação

Os japoneses, mais uma vez, saíram na frente nessa. A agência de publicidade McCann Erickson Japan, uma das mais conceituadas do mundo, anunciou neste ano que “contratou” seu primeiro diretor de criação virtual. Chamado de AI-CD β, o sistema consiste de uma inteligência artificial capaz de mergulhar fundo em uma infinidade de dados para analisar quais tipos de imagens e conteúdos têm mais apelo junto aos potenciais consumidores de uma empresa.

A principal fonte de pesquisa são outros comerciais catalogados pela equipe da agência. Na prática, depois de receber o pedido de um cliente, o AI-CD β faz a pesquisa e traz sugestões para seus colegas sobre a possível aparência visual da publicidade. Para tornar a interação entre humanos e a inteligência artificial mais factível, a McCann Erickson Japan criou um pequeno robô físico para receber o sistema, que inclusive possui um braço mecânico equipado com uma caneta na ponta, capaz de escrever e desenhar briefings.

Entregador de pizza

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Divulgação/Marathon Robotics

A rede de pizzarias Domino’s anunciou em março que começou a desenvolver um “entregador de pizza robô” – trata-se de um pequeno veículo autônomo capaz de levar as refeições até as residências dos clientes.

O protótipo foi apelidado de DRU, sigla em inglês para Unidade Robótica da Domino’s. Segundo a rede, o robô tem compartimentos onde a pizza pode ser mantida aquecida, e as bebidas, geladas, até a chegada ao seu destino. O DRU possui ainda um sistema de navegação capaz de desviar de obstáculos e escolher a melhor rota até as casas dos consumidores.

Editor de vídeo

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Reprodução/GliaCloud

Uma startup de Taiwan, chamada GliaCloud, criou uma solução capaz de transformar automaticamente textos em vídeos, por meio da inteligência artificial. A tecnologia da empresa é capaz de “ler” textos e, com base no conteúdo, criar automaticamente clipes com imagens (fotos e vídeos), legendas e até uma narração, traduzindo o tema do artigo para a linguagem multimídia. Todo o processo dura apenas poucos minutos e, segundo a startup, é de baixo custo para quem contratar o serviço.

Policial

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Reprodução/People’s Daily China

A Universidade de Defesa Nacional Chinesa lançou mês passado em uma feira de tecnologia do país um robô criado para auxiliar as forças policiais e ajudar em operações contra o terrorismo. A máquina não lembra em nada o famoso Robocop de Hollywood: trata-se de um robô com corpo oval, de 1,49 metros de altura, e que se movimenta por meio de rodas.

Chamado de AnBot, o robô patrulheiro é equipado com tasers que disparam pulsos elétricos para incapacitar criminosos – o disparo, porém, é controlado por um humano. A máquina pode atingir uma velocidade de até 18 km/h e consegue monitorar o seu entorno por meio de vários sensores capazes de detectar mudanças de temperatura, fumaça, armas químicas e biológicas, além de utilizar uma câmera que filma em 360 graus.

Escritor

Em março deste ano, uma inteligência artificial conseguiu emplacar, pela primeira vez, um conto em um popular concurso de literatura do Japão. O texto foi selecionado na primeira etapa do concurso Nikkei Hoshi Shinichi Literary Award, que leva o nome de um escritor japonês de ficção científica. Tradicionalmente, a premiação recebe obras escritas por candidatos humanos e também por programas de computador, mas, no momento da análise, os jurados não recebem qualquer informação extra para fazer essa distinção.

Programadores da Universidade do Futuro, sediada na cidade japonesa de Hakodate, pré-selecionaram uma série de palavras e sentenças e definiram o tema do conto, além de inserir no computador detalhes sobre os protagonistas. Em seguida, a inteligência artificial organizou essas informações para “escrever” o texto final, de forma autônoma.

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