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A Beenoculus foi criada em 2014 pelos irmãos José Terrabuio Júnior (foto) e Rawlinson Terrabuio. | Antônio More/Gazeta do Povo
A Beenoculus foi criada em 2014 pelos irmãos José Terrabuio Júnior (foto) e Rawlinson Terrabuio.| Foto: Antônio More/Gazeta do Povo

A curitibana Beenoculus está prestes a lançar mais um serviço para popularizar a realidade virtual entre os brasileiros. Depois de ganhar mercado com um acessório de baixo custo para smartphones que permite ver vídeos e games criados com a tecnologia, a startup prepara agora uma plataforma em nuvem para a distribuição desse tipo de conteúdo.

Na prática, será uma espécie de “Netflix da realidade virtual”, com o diferencial de que cada empresa ou artista pode ganhar seu próprio player customizado. No novo serviço, a Beenoculus se responsabiliza por disponibilizar a plataforma, enquanto fica a cargo do cliente decidir que tipo de conteúdo vai disponibilizar ali. A startup, porém, também trabalha criando filmes e games em 360 graus e realidade virtual, o que favorece a atuação da empresa em todo o processo: disponibilizando os óculos, criando os vídeos e fornecendo a plataforma para que os usuários tenham acesso ao conteúdo.

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O serviço ainda está em versão de testes, mas deve ganhar o pontapé inicial em breve, com a criação de uma plataforma oficial de realidade virtual para o Palmeiras. A Beenoculus já trabalha em parceria com o time de futebol desde o ano passado, criando óculos customizados e filmando partidas, que poderão ser assistidas por torcedores por meio do acessório.

Confira vídeo que mostra os bastidores do trabalho da Beenoculus

A nova iniciativa dos curitibanos tem entre suas principais inspirações um projeto desenvolvido pelo The New York Times em parceria com o Google. O jornal produziu filmes em realidade virtual e distribuiu, para seus assinantes, os cardboards do Google – visores de papelão que funcionam em conjunto com smartphones. A intenção da Beenoculus é replicar o modelo por aqui, em conjunto com jornais e revistas nacionais e empresas de outros setores, a exemplo do projeto com o Palmeiras. No modelo de negócio proposto pela startup, o cliente pode tanto pagar um licenciamento único pela plataforma quanto compartilhar com a Beenoculus parte da receita gerada com anúncios no player de vídeos.

Encomendas

Além de produzir conteúdo e operacionalizar a nova plataforma de distribuição, a Beenoculus segue comercializando seu acessório de realidade virtual, que dá nome à startup. O óculos funciona em conjunto com smartphones, assim como o modelo cardboard, do Google, e o Gear VR, da Samsung.

Segundo o desenvolvedor do acessório, José Evangelista Terrabuio Júnior, a Beenoculus vende hoje até 5 mil peças por mês – os óculos são comercializados pelo site da startup, por R$ 159. “Ainda é o que paga as contas, sem que tenhamos que esquentar a cabeça”, diz Júnior.

“O que a gente está ofertando para os parceiros é fazer uma réplica do que o New York Times fez, com tudo, desde a produção dos cardboards até a entrega dos conteúdos. Produzimos tanto vídeos para o mercado de publicidade quanto conteúdo informativo”, relata o co-fundador da Beenoculus José Evangelista Terrabuio Júnior., desenvolvedor do acessório que leva o nome da empresa.

Empurrão

Comprovando o apelo que a realidade virtual já conquistou entre os usuários e investidores, o ano começou movimentado para a Beenoculus. Em fevereiro, a empresa conquistou o segundo lugar no seleto ranking do Movimento 100 Open Startups que traz anualmente as 10 startups brasileiras consideradas mais atraentes na visão de grandes empresas e fundos de investimento.

O prêmio se mostrou profético. Ainda no início do ano, a Beenoculus passou por uma rodada de investimento e ganhou um aporte de R$ 2 milhões de investidores, em troca de uma opção de compra de 10% da empresa – que ainda não foi concretizada. O nome dos investidores está sendo mantido em segredo.

No começo do mês passado, a startup participou do lançamento do curta-metragem “Rio de Lama”, dirigido por Tadeu Jungle e coproduzido pela Beenoculus. O filme, que teve sua primeira exibição no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, transporta o espectador por meio de vídeos em 360 graus para a cidade de Mariana (MG), atingida pelo rompimento da barragem que devastou a região, em novembro de 2015.

“Os negócios estão acontecendo. A Beenoculus hoje está em toda a cadeia, é um misto de produtora, estúdio de games e fabricante de hardware, tudo no segmento de realidade virtual. Estamos com vinte pessoas na nossa equipe e estão vindo mais”, comemora Júnior.

Hoje, além de ocupar uma sala no Parque de Software, na Cidade Industrial e um escritório na sede do Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), no Jardim Botânico, a startup integra o Cubo Coworking, espaço construído pelo Itaú em parceria com a Redpoint Ventures, em São Paulo – o co-fundador e diretor da Beenoculus, Rawlinson Terrabuio, irmão de Júnior, está desde o ano passado em tempo integral no estado vizinho.

Confira vídeo que mostra os bastidores da Beenoculus:

Startup curitibana usa realidade virtual para ensinar e entreter

A Beenoculus foi uma das empresas vencedoras do Prêmio Bem Feito no Paraná 2015. A empresa desenvolveu um acessório para smartphones que permite ao usuário mergulhar na realidade virtual e agora foca na produção de conteúdos para a área educacional.

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