O Irã minimizou o potencial impacto das sanções impostas pelos EUA sobre o banco central do país, que foram transformadas em lei no sábado (31) pelo presidente norte-americano, Barack Obama, embora tenha reconhecido que as medidas existentes contra a economia iraniana já resultaram em altos custos.

Em uma entrevista a uma agência de notícias local, Mohammad Nahavandian, presidente da Câmara de Comércio do Irã, afirmou que as sanções existentes não forçaram o país a mudar seu curso e o governo encontrará meios para superar as ações contra o banco central.

"Apesar das sanções elevarem os custos das transações (...) elas não têm efeito sobre o comportamento político do Irã", disse. "O Irã vai encontrar alternativas para atender a suas necessidades" apesar das novas sanções, disse Nahavandian, acrescentando que "o comércio internacional do Irã tem aumentado".

As novas sanções dos EUA são a confrontação econômica mais dura entre Washington e Teerã até agora e podem ampliar as tensões no Golfo Pérsico. Mesmo diante da pressão internacional, o Irã prometeu prosseguir com seu programa nuclear, que o Ocidente diz ter objetivos militares, o que o governo iraniano nega.

As medidas, aprovadas pelo Congresso norte-americano como parte do Ato de Autorização de Defesa Nacional 2012, penaliza instituições financeiras estrangeiras que fazem negócios com o banco central do Irã, o Bank Markazi. As informações são da Dow Jones.

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