i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?
finanças

Juros do cartão voltam ao patamar do início das novas regras do rotativo

A nova forma de cobrança do rotativo do cartão de crédito foi aprovada no fim de abril de 2017, com a promessa de que ajudaria a conter a inadimplência, o que acabaria por reduzir juros ao consumidor

    • Folhapress
    • 27/12/2018 14:38
     | Marcos Santos/USP Imagens
    | Foto: Marcos Santos/USP Imagens

    Os juros do rotativo do cartão de crédito voltaram a subir em novembro e estão em nível próximo do registrado no primeiro mês de entrada em vigor das novas regras para uso da linha de crédito, há pouco mais de um ano. A taxa de juro anual ficou em 255,6% ao ano, alta de 37,5 pontos percentuais em 12 meses, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (27). Em maio de 2017, o juro era de 258,5%.

    As novas regras do rotativo foram aprovadas no fim de abril do ano passado, e junho foi o primeiro mês em clientes que estivessem no rotativo deveriam ser migrados para uma linha de parcelamento com taxas mais baratas. Antes disso, os juros médios rondavam os 500% ao ano.

    Neste período, a taxa selic (o custo básico do crédito para os bancos) caiu de 11,25% para 6,5% ao ano, a mínima histórica. Além disso, um volume menor de dívidas foi rolado por consumidores no rotativo no último mês. Foram R$ 6,7 bilhões, ante R$ 7,5 bilhões um ano antes.

    Houve um crescimento no uso da linha de parcelamento no cartão, para R$ 4,5 bilhões. É para essa linha que clientes que não conseguem pagar o saldo do rotativo no segundo mês são migrados, mas a conta inclui ainda parcelamento do total da fatura, saques parcelados e compras parceladas com juros.

    LEIA TAMBÉM: Por que os juros são tão altos no Brasil?

    O juro médio cobrado nesta linha é de 161,5% ao ano, conforme o BC. A inadimplência avançou entre esses clientes, a 3,2%. Em novembro do ano passado, era de 1,6%. No rotativo, a inadimplência é de 35%.

    O cheque especial segue como a linha de crédito de juros mais elevados do sistema financeiro, a 305,7% ao ano, apesar da queda de 18 pontos percentuais na comparação com novembro do ano passado.

    O programa lançado pelos bancos para reduzir o endividamento de clientes nessa linha, porém, surtiu pouco efeito. Em novembro, foram emprestados R$ 31,8 bilhões em cheque especial. A inadimplência é de 13,6%.

    Os bancos conseguiram, porém, reduzir a inadimplência na linha de composição de dívida, usada quando a instituição renegocia vários débitos do cliente em uma nova linha de crédito, a juros mais baratos. Os calotes caíram de 17,4% a 14,7%. A taxa média de juro ficou em 56,1% ao ano, e R$ 2,4 bilhões em dívidas foram repactuados no mês passado.

    LEIA TAMBÉM: Adesão automática ao cadastro positivo não acabará com juro alto

    A concessão total de crédito a pessoa física cresceu 10% em um ano, para R$ 175,4 bilhões em novembro. Já os novos empréstimos a empresas saltaram 15,6% em 12 meses até novembro, a R$ 126,9 bilhões, mas caíram 2,1% na passagem de outubro para novembro —o crédito a empresas se retraiu mais que para pessoas durante o pior momento da crise econômica.

    Os dados do Banco Central mostram ainda que o spread (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada nos empréstimos) voltou à tendência de alta após ter recuado. Em novembro, o spread foi de 18,2 pontos porcentuais na mínima alcançada em junho, a diferença foi de 17,7 pontos.

    Neste mês, a Febraban lançou um livro em que aponta medidas que considera necessárias para a redução dos juros e dos spreads no país. De 21 ações, apenas 1 caberia aos bancos a implementação.

    Deixe sua opinião
    Use este espaço apenas para a comunicação de erros
    Máximo de 700 caracteres [0]

    Receba Nossas Notícias

    Receba nossas newsletters

    Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

    Receba nossas notícias no celular

    WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

    Comentários [ 0 ]

    Máximo 700 caracteres [0]

    O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.