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Tania Gomes , criadora da 33e34 | 33e34Divulgação
Tania Gomes , criadora da 33e34| Foto: 33e34Divulgação

Para quem calça números pequenos, comprar sapato pode ser um martírio. Frases como "a gente só tem 36" ou "já procurou na seção infantil?" são comuns. Não na 33e34, loja que trabalha exclusivamente com números menores. São mais de 180 modelos de sapatos. Em dois tamanhos: 33 e 34.

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startup começou como uma loja virtual, há dois anos, já com cerca de 100 modelos de sapatos diferentes. Hoje a 33e34 possui uma grife própria, além de vender peças de 16 outras marcas. A empresa também abriu uma loja física, espaço conceito pensado para a experiência das consumidoras, em São Paulo. 

Os modelos são os mais variados possíveis. A ideia, explica Tania Gomes, é acompanhar "diferentes momentos da vida da mulher". Ter sapatos de festa, para uma formatura ou casamento, do dia a dia, para o final de semana. 

Em resumo, toda a variedade que uma loja de sapatos tem. O diferencial é que a consumidora vai simplesmente escolher o modelo que preferir. Ao invés de perguntar "qual deles você tem no meu tamanho?". 

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Administradora experiente, Tania era sócia minoritária de uma agência de marketing quando, em 2014, decidiu que queria empreender. O clique veio quando ela recordou de uma situação constrangedora que tinha vivido poucos anos antes, em uma festa de ano novo.

Eu queria uma sandália prata, e passei seis horas com o meu marido, procurando. Acabei comprando em uma loja de criança, o que é péssimo, porque a forma não é feita para o pé do adulto, sempre tem um brilhinho a mais. E é constrangedor. 

De saída, ela arranjou R$ 300 mil para financiar o projeto, com investidores-anjo. Boa parte disso foi usado no estoque inicial. "Eu diria que 95% das indústrias com as quais eu conversei apoiaram a ideia, mas não quiseram assumir o risco junto. Então a primeira compra eu tive que pagar totalmente à vista". 

Para se ter ideia, a prática padrão da indústria calçadista é vender em três parcelas, para 30, 60 e 90 dias. É a condição que a 33e34 costuma ter, hoje em dia. Mas não naquela primeira compra. 

Nesta primeira etapa, aliás, duas marcas se negaram a vender um lote só de números pequenos. "Me acharam maluca. Teve dono de indústria que disse que eu ia quebrar em seis meses", lembra Tania. O resultado foi um crescimento de 400%, no primeiro ano, e de pouco mais de 120%, no segundo. O ticket médio é entre R$ 320 e R$ 350, no online; e de R$ 420, na loja física. 

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Publicado por Vida Financeira e Emprego em Quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Estima-se que o Brasil tenha cerca de 5 milhões de mulheres que calçam tamanhos 33 e 34. A falta de opções neste tamanho não tem a ver com a indústria, mas com o varejo, explica Tania Gomes. Na hora de montar a "grade" (a numeração de uma determinada peça), a prioridade é por tamanhos femininos entre 35 e 37, vendidos mais rapidamente. 

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A 33e34 não descarta lançar um spinoff da marca para atender a outra ponta. Uma nova marca, chamada 40e41, ou algo do tipo. Mas, por enquanto, o foco ainda está na consolidação e expansão da marca original. 

A empresária diz já ter atingido o breakeven, ponto a partir do qual a empresa "se paga", e passa a dar lucro. Mesmo assim, a startup deve partir para uma quarta rodada de investimentos, em breve. A ideia é abrir uma nova loja em São Paulo, mudar o showroom para um lugar maior, além de expandir para outras cidades. No ambiente on-line, há planos de lançar o 33e34 para a América Latina.

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