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O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta sexta-feira (13) que o Paraguai não contribuiu com "um centavo sequer" para a construção da usina hidrelétrica de Itaipu, que fica na fronteira entre os dois países. "Ele entrou apenas com parte da água, porque a outra parte era do Brasil", afirmou. Segundo ele, o governo brasileiro não está explorando o país vizinho em relação tarifa da usina. Não estamos espoliando ninguém, mas fazendo o que a Justiça e o Tratado de Itaipu determinam, disse.

Durante seu discurso na posse do novo diretor-presidente da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Nelson Hubner, Lobão explicou que, na época da construção da usina, cada país teria que contribuir com US$ 50 bilhões, mas como o Paraguai não tinha os recursos disponíveis, o valor foi emprestado pelo Brasil. "Esse valor deveria ser pago com a geração de energia, o que está acontecendo. Mas o pagamento ainda não foi concluído", disse.

Lobão também criticou o presidente do Paraguai, Fernando Lugo, que teria dito que o Brasil paga US$ 2,85 ao Paraguai pelo megawatt consumido de Itaipu. Tivemos que dizer a ele que não era isso, e sim US$ 45, mais do que custará a energia das Usinas Hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio. Segundo o ministro, o governo brasileiro ainda está tentando resolver a questão diplomaticamente.

A alteração do Tratado de Itaipu foi um dos principais temas de campanha de Fernando Lugo presidência do Paraguai. Para ele, o preço negociado deve levar em conta os valores praticados no mercado.

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