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Pecuária

Margen fecha frigorífico no Paraná

Paranavaí – A filial do frigorífico Margen em Paiçandu, Noroeste do Paraná, fechará suas portas até o fim do mês. Os 300 funcionários da empresa já foram demitidos e cumprem aviso prévio. Mais seis unidades de abate de animais do grupo serão fechadas até o fim de janeiro – três em Mato Grosso do Sul, duas em Goiás e uma em Mato Grosso. As outras duas filiais paranaenses da empresa, em Lupianópolis e Paranavaí, continuarão operando normalmente.

Com o fechamento, cerca de 2 mil animais deixam de ser abatidos diariamente e mais de 1,7 mil funcionários serão demitidos. O gerente-administrativo do grupo, Adalberto José da Silva, explica que o fechamento das unidades deve-se à combinação dos embargos sofridos pelo país depois da descoberta dos focos de aftosa em Mato Grosso do Sul e Paraná e também por conta da política cambial brasileira. "O câmbio tem sido um grande obstáculo para as empresas exportadoras e teríamos prejuízo se continuássemos com estas seis unidades ativas", disse.

Depois do embargo, as exportações da empresa, que representavam 30% da produção, caíram para 15%. A expectativa é de que, com o fechamento das unidades, a participação do mercado externo caia para 10% em 2006. "A unidade de Rio Verde não é suficiente para atender à demanda exportadora, mas a manutenção de duas unidades exportadoras é inviável", disse Silva.

O gerente explica que o embargo europeu foi o que mais afetou as operações do Margen. O grupo já vinha de dificuldades financeiras provocadas pela paralisação temporária imposta pela operação Perseu, da Receita Federal, que prendeu vários executivos do grupo, acusados de sonegação fiscal.

O gerente-administrativo do Margen em Paranavaí, Celso Adonorio Bianchi, conta que a filial do frigorífico teve de reduzir o volume de abates depois da aftosa. Antes da descoberta da doença, a empresa abatia 800 cabeças por dia. Hoje são 400, em dias alternados. "Começamos a demitir em outubro, porque tivemos de nos adequar à realidade nacional. O mercado para a carne bovina diminuiu e agora estamos focando o consumidor interno". Ele garante que, por enquanto, não serão feitos novos cortes de pessoal na filial. "Quem vai ditar isso é o mercado. Pode ser que daqui a algum tempo haja até mesmo novas contratações."

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