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Mesmo com a suspensão de senhas do sistema Carga Online, que programa a chegada de caminhões no porto, a fila de veículos que esperam para descarregar no Porto de Paranaguá estava com 16 km de extensão, no sentido Curitiba-Paranaguá da BR-277, por volta das 20h30 desta quinta-feira. Os veículos chegavam até o quilômetro 19, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal.

Durante esta tarde, a fila de caminhões chegou ter 28 quilômetros de extensão por volta das 17h30 e teve que ser interditada no trecho de serra pela PRF por questões de segurança.

Suspensão de senhas

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Appa, suspendeu a emissão de senhas do sistema Carga Online, que programa o fluxo de chegada e descarga dos caminhões ao porto nesta quinta-feira (10). Com esta suspensão, a Appa queria evitar o aumento da fila de caminhões no acostamento da BR-277.

A medida tem caráter emergencial e deve ser mantida até que as chuvas cessem na região. De acordo com a assessoria da Appa, a medida deve durar até que a fila de caminhões diminua consideravelmente.

Com o atraso no carregamento dos navios atracados a chegada dos navios que esperam autorização para atracar no porto também é atrasada. Segundo informações da Appa, na quarta-feira havia 16 navios esperando para serem carregados com a safra de grãos. De acordo com o analista Maurício Silva Xavier, sócio da Gransol, operadora portuária, um navio que em dias normais demoraria cerca de um dia para ser carregado fica atracado no porto aguardando para ser carregado por até seis dias.

Na última sexta-feira (4), a fila havia acabado e os caminhões eram atendidos diretamente no pátio do Porto. Na segunda-feira (7), os caminhoneiros voltaram a esperar no acostamento da rodovia. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o trânsito não foi afetado pelos caminhões.

Causas

De acordo com a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), as explicações para a volta dos caminhões no Porto de Paranaguá nesta semana são as mesmas que provocaram a fila na semana passada. Segundo a instituição, isso ocorreu por quatro razões principais: a chuva, pois os grãos não podem ser armazenados com o tempo úmido, o que faria com que a safra estragasse com facilidade; o cadastramento online prévio dos caminhões, que prevê a data que a carga deve ser enviada ao porto; o aumento da produtividade de grãos este ano no Paraná gerando um crescimento de 60% em granéis como soja, farelo de soja, milho, açúcar e trigo; e a movimentação nos portos do Paraná, que aumentou cerca de 28%, o que também seria um motivo para a formação da fila de caminhões na rodovia.

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