Para o cálculo do IPC, o Ipardes coleta mensalmente cerca de 60 mil preços na capital. Foram pesquisados em setembro 344 itens de produtos consumidos por famílias que possuem renda mensal que varia de 1 a 40 salários mínimos – mesma faixa de renda considerada para o IPCA.

A equipe de pesquisadores do Ipardes visita 36 supermercados (onde são anotados preços de 313 marcas de produtos) por mês e 34 postos de combustíveis, num total de 118 tipos de estabelecimento.

Os itens de maior peso na pesquisa são automóvel usado (6%) e aluguel (5,7%). A gasolina tem peso de 2,4%.

Já na pesquisa do IBGE, que vai a toda a RMC, são visitados 70 postos de combustíveis, e o preço da gasolina tem peso de 8%. No total, a variação de preço dos cerca de 300 itens colhidos na região compõem 7,2% do peso do IPCA nacional.

De acordo com a coordenadora da pesquisa do Ipardes, Maria Luiza Veloso, há diversos cuidados para que o índice seja preciso. "O bom treinamento do pesquisador que vai a campo garante dados confiáveis", diz. Uma análise interna, depois, garante a eliminação de erros de digitação e de valores fora do padrão. Os cálculos são feitos na sede do instituto, no Rio de Janeiro. (HC)

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