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Mecanismos de busca

Microsoft ganha credibilidade com o Bing

Sistema lançado pela gigante do Windows para concorrer com o Google ganha elogios de críticos e analistas, e seu sucesso pode forçar uma parceria com o Yahoo

  • PorThe New York Times - Tradução: Thiago Ferreira
  • 19/07/2009 21:03
Página inicial do Bing: usabilidade e design agradaram usuários no mundo todo |
Página inicial do Bing: usabilidade e design agradaram usuários no mundo todo| Foto:

Participação

Junho mostra pequeno ganho de mercado

Reuters

São Francisco - Dados da empresa de pesquisa ComScore mostraram que a participação da Microsoft no mercado de busca na internet aumentou modestamente em junho, primeiro mês da nova ferramenta de busca Bing.

A Microsoft ficou com 8,4% do segmento nos Estados Unidos em junho, contra 8% no mês anterior, basicamente às custas do concorrente Yahoo, cuja fatia de mercado caiu para 19,6%, ante 20,1% em maio.

O Google manteve sua liderança no mercado inalterada em 65% em junho frente ao mês anterior.

"Dada toda a publicidade e propaganda em torno do Bing, nós estávamos esperando um aumento mensal", afirmou Mark Mahaney, analista do Citigroup, em uma nota emitida logo após a divulgação dos números.

"Mas nós achamos que é muito cedo – precisamos de três a quatro meses para determinar uma tendência – e o movimento de junho não foi importante o suficiente para fazermos qualquer comunicado sobre se o Bing mudará o jogo no mercado de buscas", disse Mahaney. "Continuamos vendo o Bing como um produto bastante sólido, mas que tem pela frente uma longa batalha até o topo."

São Francisco - Seis semanas após seu lançamento, o Bing – sistema de buscas da Microsoft – ganhou algo que os esforços da empresa de Steven Ballmer jamais haviam conseguido alcançar: respeito. O anúncio do mecanismo, em maio, foi cercado de ceticismo. Antes e durante a audiência com executivos e membros da elite digital mundial, na Califórnia, os esforços da Microsoft em se equiparar ao Google e ao Yahoo no negócio dos mecanismos de busca já haviam se tornado motivo de piada, e não é para menos. To­­da a energia gasta pela Microsoft para criar um sistema confiável havia, até então, sido em vão.

Mas os ventos parecem ter mu­­dado. Analistas já avaliam que a possibilidade, antes remota, de a Microsoft abalar a dinâmica do mercado de mecanismos de busca se tornou mais tangível. Só nos EUA, este mercado vale mais de US$ 12 bilhões.

As apostas não poderiam ser mais altas. Com o Google e outras empresas tentando abocanhar uma fatia do tradicional mercado de software da Microsoft, Steven Ballmer, chefe-executivo da gi­­gante do Windows, teve uma enor­­me felicidade em definir as prioridades da empresa. Ano passado, Ballmer fez um lance de ge­­nerosos US$ 47,5 bilhões em uma vã tentativa de assumir o Yahoo, o número dois em mecanismos de busca.

A falta de sucesso na manobra forçou a Microsoft a redobrar seus esforços, o que levou ao lançamento do Bing. O produto ganhou o aval de críticos de renome e bloggers do mundo da tecnologia, que apontaram a qualidade dos resultados e também suas características de busca e design. Estudos apontaram que muitas pessoas preferiram mais o visual e usabilidade do Bing do que o do Google. Além disso, especialistas de marketing apontaram que o nome Bing foi uma boa escolha, que fez sucesso entre os usuários.

"Eles [a Microsoft] conseguiram ganhar um respeito que não tinham", declarou Danny Sul­livan, um analista veterano de sistemas de busca e editor do site de novidades da indústria de TI SearchEngineLand. "Eles lançaram um produto bom. Quando as pessoas gastam um pouco de tempo com ele, elas acabam gostando."

Acho que eles [Microsoft] bolaram algo que é muito interessante. Fizeram um grande progresso", declarou Anna Patterson, que ajudou a desenvolver alguns dos pilares do mecanismo de busca do Google e, logo depois, co-fundou o Cuil, outro sistema ainda sem muito sucesso.

Os comentários soam como música aos ouvidos da equipe responsável pelo Bing, que viu a participação de mercado da Microsoft cair pela metade neste segmento desde que a empresa lançou seu primeiro mecanismo de busca, em 2005. Entretanto, se o sucesso nesse mercado é o Monte Everest da Microsoft, como alguns executivos chegaram a sugerir, o sucesso do Bing mal trouxe a empresa ao pé da montanha. O sistema teria que triplicar seu número de acessos para alcançar o Yahoo, ou ainda crescer 800% para se equiparar ao Google, hoje responsável por 65% das buscas on-line nos EUA.

"Será um desafio árduo e de longo prazo", declarou Scott Ga­­rell, presidente da Ask Networks, uma subsidiária da IAC, que in­­clui o mecanismo de busca Ask.com. O Ask foi sempre louvado por suas inovações e ficou famoso por ter gasto US$ 100 milhões para divulgar seu sistema de busca entre 2006 e 2007, mesmo com a reduzidíssima participação de mercado da empresa nos últimos anos.

Ainda assim, os analistas apontam que o sólido pontapé inicial do Bing dá à Microsoft fi­­nalmente uma chance de aperfei­çoar suas investidas. Obviamente, ninguém cogita que o Google esteja enfrentando uma ameaça imediata. Mas, com muitas pessoas utilizando mais que um mecanismo de busca, acredita-se que o Bing tenha chances de to­­mar o lugar do Yahoo como alternativa lógica ao Google.

"O Yahoo não parece mais tão agressivo como era no passado", declarou Mark Mahaney, analista do Citigroup. Mahaney alertou, no entanto, que independentemente do sucesso que o Bing venha a atingir nos próximos meses, ele ainda espera que o sistema da Microsoft fique atrás do Yahoo por pelo menos mais um ano.

Outros analistas concordam que, se o Bing mantiver seu sucesso inicial, poderá causar um outro efeito importante na indústria: a Yahoo e a Microsoft podem se ver forçadas a formar uma parceria. Desde que a Mi­­crosoft abandonou as tentativas de assumir o controle da concorrente, há um ano, as duas empresas vêm discutindo uma aliança mais limitada para competir com o Google, mas até o momento ainda não chegaram a um acordo.

"Se o Bing fizer um estardalhaço, acho que fica mais fácil sair um acordo", declarou Ben­jamin Schachter, analista da Broadpoint AmTech. Schachter declarou que o sucesso contínuo fará com o Bing se torne uma ameaça maior e também uma parceria mais atraente para o Yahoo.

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