O que fazer

Como minimizar o transtorno causado pela greve dos Correios:

Bancos

- Solicite no banco emissão da segunda via para pagamento de títulos.

- Autorize débito direto na conta.

Água e luz

- Por meio do site das concessionárias é possível retirar segunda via da conta de água e luz.

Prejuízo

- Procons e JECs (juizados especiais cíveis) podem auxiliar em caso de prejuízo ao consumidor.

Encomendas

- Usuários dos Correios podem rastrear a encomenda pelo telefone 3003-0100 (capitais) e 0800-7257282 (demais localidades).

Fonte: Correios, Febraban e Procons

Brasília - A greve dos funcionários dos Correios já preocupa o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, devido à possibilidade de avanço das empresas concorrentes sobre os serviços em que a estatal não detém o monopólio, como entrega de encomendas e mala direta. "A concorrência está querendo tomar espaço", disse Bernardo. O ministro se referiu à veiculação de comerciais no fim de semana pelas concorrentes, o que ele classificou de "oportunismo legítimo" diante da greve. "A gente tem de se preocupar com a concorrência", ressaltou.

Bernardo observou que, mesmo com a paralisação de parte dos funcionários, a estatal precisa garantir o funcionamento dos serviços em condições mínimas, sobretudo nos serviços em que os Correios detêm o monopólio. "De qualquer forma, temos de cumprir a nossa missão", afirmou. Ele reconheceu que a greve é um direito dos trabalhadores, mas avisou que os dias parados serão descontados. "Vamos negociar. Mas os dias parados serão descontados, não são férias", prometeu.

Para minimizar os transtornos à população, os Correios fizeram um mutirão no fim de semana, que resultou na entrega de 2,54 milhões de mensagens e encomendas que estavam represadas. Outros 19,64 milhões de objetos foram organizados e estão prontos para serem enviados, disse Wagner Pinheiro, presidente da estatal.

Segundo Pinheiro, o movimento geral de paralisação, que era de 30% na sexta-feira, caiu para 26% nesta segunda-feira. O porcentual de carteiros que aderiram à greve, no entanto, mantém-se em cerca de 40%. São Paulo continua com o maior índice de adesão: cerca de 60%. Se­­gundo o executivo, a estatal aguarda "uma contraproposta que seja viável" para voltar a negociar com os funcionários e por fim à greve.

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