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O governo italiano vai interpelar o presidente da Fiat, Sergio Marchionne, sobre indicações de que ele quer transferir a sede da montadora para os Estados Unidos depois da fusão da empresa com a Chrysler, afirmou um ministro italiano nesta segunda-feira.

Marchionne tem como plano unir o principal grupo industrial da Fiat com a Chrysler em dois ou três anos depois de uma profunda reestruturação. O executivo sugeriu em uma conferência da indústria na sexta-feira que a nova companhia poderia ser sediada nos EUA.

No fim de semana, a Fiat correu para explicar a políticos que avalia quatro centros administrativos após a fusão com a Chrysler, com Turim mantendo papel central. Os quatro centros seriam Turim, Detroit, Brasil e, possivelmente, Ásia.

A indicação de mudança da sede disparou uma polêmica na Itália, onde Marchionne está pressionando a adoção de um contestado contrato trabalhista como parte de um projeto para investir 20 bilhões de euros para impulsionar a produtividade das fábricas de veículos da empresa no país.

O ministro de Bem-Estar Social, Maurizio Sacconi, afirmou nesta segunda-feira que o executivo terá chance de explicar os comentários a ministros italianos em breve.

"Estou confiante de que podemos ter esta reunião nos próximos dias para verificarmos a situação dos investimentos na Itália e as perspectivas de uma integração entre a Fiat e a Chrysler", disse Sacconi à televisão italiana.

A Fiat assumiu participação de 25% na Chrysler em meio a um plano de resgate da montadora norte-americana organizado pelo governo dos EUA. A montadora italiana está acelerando passos para assumir participação majoritária na empresa e então fundir os dois grupos, o que tem causado aumento de preocupações entre políticos italianos e sindicatos de trabalhadores.

"A direção da montadora tem que ficar em Turim", sede histórica da Fiat, afirmou o ministro da Indústria, Paolo Romani, ao jornal Corriere della Sera. Romani afirmou que Turim tem que ser não apenas a sede do grupo mas também o centro de planejamento e de decisões estratégicas. A Fiat, sexta maior montadora de veículos da Europa em vendas, "precisa continuar sendo uma multinacional italiana", acrescentou o ministro.

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