Atualizado em 11/05/2006 às 19h31

O presidente da Bolívia, Evo Morales, não inclui o Brasil na lista de países que apóiam o país de forma desinteressada ou iniciam algum tipo de cooperação com os bolivianos. Em entrevista coletiva, na 4ª Cimeira União Européia - América Latina e Caribe, em Viena, Morales disse que, apesar de já ter conversado com o presidente Lula sobre a cooperação entre os dois países, até agora não houve ação concreta nesse sentido por parte do Brasil.

Na entrevista, o presidente boliviano lembrou o episódio em que o Brasil comprou o Acre da Bolívia, no inicio do século XX.

- O Acre, trocaram por um cavalo . Com nosso governo não se dará isso porque a luta dos povos indígenas, historicamente, é a defesa do território, a defesa dos recursos naturais.

Em seu discurso mais duro desde a nacionalização das reservas de gás e petróleo do país, anunciada no dia primeiro de maio, Morales afirmou que todos os contratos da Petrobras no país são ilegais e que a empresa não será indenizada. Segundo ele, os contratos assinados não passaram pela avaliação do parlamento, levantando suspeitas de contrabando e sonegação de impostos.

Evo Morales afirmou também que procurou Lula antes de anunciar a nacionalização das reservas de gás e petróleo, mas foi "bloqueado" por colaboradores do presidente brasileiro.

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