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Marcelo Pereira, da Abrasel: sem impostos, pratos estavam 30% mais baratos | Daniel Castellano/ Gazeta do Povo
Marcelo Pereira, da Abrasel: sem impostos, pratos estavam 30% mais baratos| Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Correção

Diferentemente do informado na edição de ontem da Gazeta do Povo, o Bar do Victor não participou da iniciativa de não cobrar os impostos na refeição. O Armazém Italiano ofereceu apenas um prato sem a tributação. As informações sobre os estabelecimentos participantes ha­­viam sido enviadas pela Asso­ciação Comercial do Paraná.

O movimento pelo Dia Nacional de Respeito ao Contribuinte, realizado ontem em 14 cidades brasileiras, ocorreu de maneira bastante tímida na capital paranaense. O protesto, capitaneado em Curitiba pela Confederação Nacional dos Jovens Empresários (Conaje), tinha como objetivo conscientizar os cidadãos em relação a quanto se paga de imposto.

Os funcionários públicos Bruno Rodrigues e Elton Slomp ligaram para três estabelecimentos antes de sair para o almoço, mas apenas um disse estar participando. "Acabamos vindo aqui ao Babilônia, mesmo sendo o restaurante mais longe, porque é importante participar de iniciativas assim", disse Elton.

O Babilônia, no Batel, que pertence ao presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Paraná (Abrasel-PR), Marcelo Woellner Pereira, aderiu ao movimento oferecendo descontos de 30% em todo o cardápio. "Tivemos um aumento de 35% a 40% no movimento por conta do protesto", conta Pereira.

Já o Armazém Italiano, de Bruno Draghi, ex-presidente da Abrasel Paraná, limitou a redução da valores a um único prato, mas apenas depois de ter sido procurado por consumidores que tinham lido nos jornais ou na internet a respeito do movimento. "Faltou articulação para fazer algo maior e melhor divulgado, envolvendo os 600 estabelecimentos da Abrasel. Eu tinha retirado minha participação, mas resolvi participar com um prato. Ainda sim, tive cerca de 40% de acréscimo na clientela do dia", contou.

O empresário Francisco Urban, proprietário do Bar do Victor, explicou que havia desistido de participar também na noite anterior, assim como o Armazém Italiano. "Espero que para as próximas datas haja uma articulação maior, com mais tempo, e que mais empresários possam participar, mas de modo mais organizado."

Dentre tantos tributos, os empresários reclamavam, principalmente, da alta carga tributária sobre a folha salarial – 20% são pagos como contribuição para a Previdência Social, algo bastante pesado para um setor que emprega 300 mil funcionários em todo o estado. "Poderíamos empregar mais pessoas se a carga fosse menor", diz Pereira. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), os brasileiros trabalharão até o dia 29 deste mês apenas para pagar impostos.

O presidente do Conselho dos Jovens Empresários (CJE) da Associação Comercial do Paraná (ACP), responsável pela organização dos protestos em Curitiba, Monroe Olsen, foi procurado pela reportagem para comentar as falhas na articulação, mas não foi encontrado.

Gasolina

Nas cidades em que o movimento promoveu a venda de combustível sem impostos, a estimativa é de que tenham sido comercializados cerca de 25 mil litros de gasolina. O protesto ocorreu em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Manaus, Brasília, Vitória, Cola­tina (ES), Linhares (ES), Caxias (RS), Florianópolis, Blumenau (SC), Lages (SC), Joinville (SC) e Santa Rosa do Sul (SC).

Em Porto Alegre, motoristas formaram filas desde a madrugada do dia anterior para pagar menos ao abastecer. Em vez do preço normal de R$ 2,79, o litro da gasolina vendida no posto custou R$ 1,40, o que significa um desconto de 53,03% referente a impostos sobre o combustível. A partir das 8 horas houve distribuição de senhas para os motoristas, que podiam comprar no máximo 20 litros.

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