O administrador de empresas Edson Morais, desempregado há três meses, acredita que o seu currículo pode ser o motivo da demora na recolocação no mercado de trabalho. "Tenho boa formação e experiência na área, e às vezes tenho a impressão que tem algo errado no meu currículo."

Enviado para a redação da Gazeta do Povo, o documento foi analisado pela consultora da De Bernt Entschev, Luciana Serafin. Segundo ela, o currículo está bem feito, organizado, objetivo e claro. A consultora, no entanto, enumerou sugestões para deixá-lo ainda melhor (ver abaixo).

Uma das sugestões é aproveitar melhor o espaço disponível no currículo, fornecendo mais informações, sempre tomando o cuidado para não se tornar prolixo. Por exemplo: compras (de que tipo de material?), suporte (em quê?), análise (do quê?).

A descrição deste tipo de informação é citada por consultores de Recursos Humanos como um dos principais problemas em currículos.

"O candidato tem que pensar como se fosse um recrutador e se perguntar quais são as informações importantes para quem está contratando", diz a diretora de Recursos Humanos da GVT, Telma Souza. "O que se vê com mais freqüência são tratados ou descrições telegráficas. Mas o candidato deve ressaltar as conquistas que teve ao longo da carreira."

Morais optou por colocar a foto no currículo. "No caso dele é dispensável", analisa Márcia Body, da De Bernt Entschev. A consultora Angela Busse, da FirstHand RH, é mais radical em relação ao uso da foto. "Foto, gráficos e cds, só devem ser incluídos se solicitado pela empresa." Mandar fotos de corpo inteiro também é considerado um erro grave. (ML)

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