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O piora do cenário das bolsas de valores está fazendo investidores correrem para mercados considerados mais seguros. Com isso muitos estão saindo do Brasil, desmontando suas posições, e correndo para o mercado americano. Com isso, o dólar comercial está em queda e já se aproxima dos R$ 2. Só nesta manhã ele já subiu 2,68% e é negociado a R$ 1,995, maior valor desde o início de maio.

A Bolsa de Valores de São Paulo continua em trajetória de queda, seguindo a desvalorização das bolsas americanas, ainda afetadas por problemas de crédito nos Estados Unidos. O Ibovespa tem perda de 2,2%, aos 51.268,8 pontos, com volume financeiro de R$ 2,270 bilhões. O risco-país - que iniciou o dia em queda - sobe 2,11%, aos 194 pontos básicos. No mercado de juros futuros, contratos com vencimento em janeiro de 2010 projetam taxa de 11,44%, com alta de 0,14 ponto percentual.

Nos Estados Unidos, a Sentinel, que gerencia fundos mútuos que apostam em commodities, pediu a autorização às autoridades para suspender os resgates dos clientes. Além disso, a Countrywide Financial, líder no segmento de empréstimos imobiliários no país, disse que o nível de inadimplência cresceu em julho para o maior nível em muitos anos. Investidores digerem também o fraco resultado financeiro do Wal-Mart e notícias sobre aumento da inflação.

O Dow Jones cai 1,11%, aos 13.090 pontos; o Nasdaq recua 1,12%, aos 2.514,01 pontos; o S&P, por sua vez, tem queda de 1,25%, aos 1.434,03 pontos.

O Wal-Mart lucrou US$ 0,76 por ação no segundo trimestre do ano e comunicou um aumento das vendas de 8,8%, para US$ 91,99 bilhões, contra expectativa de US$ 92,6 bilhões.

Além disso, o índice de Preço ao Produtor, medida de inflação do atacado, cresceu 0,6% em julho, acima do esperado. Os preços, excluindo a variação de alimentação e energia, cresceram 0,1%. A balança comercial dos EUA, por sua vez, caiu inesperadamente em julho, com déficit de US$ 58,1 bilhões, abaixo de um saldo negativo revisado para US$ 59,1 bilhões em maio.

Na Europa, as bolsas iniciaram com tendências mistas, mas ficaram em queda no fim dos negócios. O FTSE de Londres cai 1,21%, aos 6.143,50 pontos; o DAX, de Frankfurt, recua 0,66%, aos 7.425,07 pontos; o S&P, por sua vez, tem queda de 1,63%, aos 5.478,66 pontos.

Na Ásia, a maior parte das bolsas fechou em alta nesta terça-feira, demonstrando reação à crise do mercado imobiliário dos Estados Unidos. O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou com ganho de 0,27%, mas a maioria dos investidores mantiveram a prudência diante do medo da crise dos créditos imobiliários de risco nos Estados Unidos, segundo os operadores.

O Nikkei 225 ganhou 44,56 pontos (+0,27%) a 16.844,61, depois de ter passado todo o dia com pequenas subidas e quedas, e com a notícia de que o Banco Central havia retirado de circulação 13,5 bilhões de dólares pelo excesso de liquidez após as injeções maciças dos últimos dias.

Em Xangai o índice geral subiu 52,72 pontos (1,09%). Apenas Taiwan e Seul (-1,70%) encerraram o dia em baixa.

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