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Nissan acusa Carlos Ghosn de receber US$ 8,9 milhões indevidamente, e Renault deve substituí-lo

Nesta sexta (18), uma corte em Tóquio rejeitou o pedido da defesa de Ghosn para que fosse uma estabelecida uma fiança e o brasileiro deve ficar detido até março

  • Tóquio
  • Estadão Conteúdo, Folhapress e Washington Post
 | Junko Kimura-Matsumoto/Bloomberg
Junko Kimura-Matsumoto/Bloomberg
 
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A Nissan e a Mitsubishi informaram nesta sexta-feira (18) que o executivo brasileiro Carlos Ghosn, ex-presidente do Conselho de Administração das duas companhias, recebeu US$ 8,9 milhões em pagamentos “impróprios” realizados por uma subsidiária que ambas mantinham na Holanda. Já o governo francês pediu à Renault que convoque uma reunião de seu conselho administrativo para discutir a substituição do brasileiro no comando da montadora.

A Mitsubishi informou que Ghosn recebeu os pagamentos entre abril e novembro do ano passado, depois de ser contratado pela Nissan-Mitsubishi BV, estabelecida em junho de 2017 em território holandês. As duas companhias disseram que seus atuais diretores executivos – Hiroto Saikawa da Nissan e Osamu Masuko da Mitsubishi – não foram consultados sobre os pagamentos, embora também fossem executivos da empresa holandesa, ao lado de Ghosn.

A Nissan afirmou crer que os pagamentos a Ghosn foram “resultado de má conduta” e que vai tentar reaver o dinheiro. Ghosn foi preso no dia 19 de novembro em Tóquio e posteriormente indicado por fraudes financeiras. Ele é acusado pelos promotores japoneses de subestimar sua renda na Nissan em dezenas de milhões de dólares e de transferir perdas de negociação pessoais para a montadora. O executivo nega irregularidades.

Nesta sexta (18), uma corte em Tóquio rejeitou o pedido da defesa de Ghosn para que fosse uma estabelecida uma fiança, para que ele pudesse responder ao processo em liberdade. As negativas de liberdade sob fiança anteriores, no entanto, que indicam que Ghosn poderá ficar detido até março, ao lado das novas acusações, incitaram o governo francês, maior acionista da Renault, a pedir que a montadora procure um substituto para o brasileiro.

“Sempre indiquei, lembrando a presunção da inocência de Carlos Ghosn, que, se fosse ser preso de forma definitiva, deveríamos passar para uma nova etapa. Estamos nela”, afirmou o ministro da Economia da França, Bruno Le Maire, à emissora LCI.

Conforme a Gazeta do Povo já tinha mostrado, é possível que ainda neste fim de semana ou na semana que vem o conselho da montadora francesa se reúna para decidir seu futuro sem Ghosn. Haveria duas possibilidades em estudo: tornar o mandato do diretor interino Thierry Bollore permanente ou alçar o CEO da Michelin, Jean-Dominique Senard, a presidente do conselho.

Já em relação à aliança Renault-Nissan-Mitsubishi, é possível que o arranjo atual, com o diretor Philippe Lagayette como interino, seja prorrogado até a realização de uma assembleia de acionistas.

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