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Segurança nacional

Trump ordena que Broadcom interrompa oferta pela Qualcomm

A alegação é de que a oferta da Broadcom, que está sediada em Cingapura, causa preocupações relacionadas à segurança nacional

  • Nova York
  • Estadão Conteúdo, com informações da redação
Donald Trump acena para fotógrafo. | Brendan SmialowskiAFP
Donald Trump acena para fotógrafo. Brendan SmialowskiAFP
 
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, bloqueou nesta segunda-feira (12) a oferta hostil de US$ 117 bilhões que a fabricante de chips Broadcom, de Cingapura, fez pela americana Qualcomm. A alegação do governo americano é que a transação apresenta preocupações sobre segurança nacional.

"A proposta de aquisição da Qualcomm pelo comprador está proibida e qualquer fusão, aquisição ou algo substancialmente equivalente, efetuada direta ou indiretamente, também está proibida", diz a determinação presidencial.

Um painel de segurança nacional dos EUA havia assinalado que poderia recomendar que Trump proibisse a transação. Ontem, o Comitê de Investimento Estrangeiro nos EUA, conhecido como CFIUS, disse aos advogados das empresas que havia riscos de segurança nacional com a fusão proposta.

Por estar em processo de transferência da sede para os EUA, a Broadcom argumentou que seu negócio estava fora da jurisdição do CFIUS.

As duas empresas desenvolvem e fabricam chips diversos de telecomunicações. A Qualcomm abastece boa parte do mercado de smartphones Android com os SoC ("system-on-a-chip", ou chips completos com processador, GPU e modems) da família Snapdragon e modems, inclusive versões já compatíveis com as futuras redes 5G.

Já a Broadcom, tem uma vasta gama de produtos, de modems até interfaces de controle, com clientes que incluem, mas não se limitam, à Apple, HP, IBM, Logitech, Nintendo e Cisco.

Histórico

A primeira oferta hostil de aquisição pela Broadcom foi feita em novembro de 2017 e rejeitada pelo conselho da Qualcomm, que tem sede em San Diego, na Califórnia. À época, a justificativa para a rejeição foi o valor oferecido, considerado baixo pelos conselheiros.

Em fevereiro, a Broadcom elevou o valor originalmente proposto, de US$ 70 para US$ 82 por ação. Junto à aquisição, a Broadcom preparava uma espécie de "repatriação", em que voltaria a ter sua sede nos Estados Unidos, onde foi fundada em 1991.

Fonte: Dow Jones Newswires.

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