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mudança

Walmart vai simplificar operações no Brasil para impulsionar vendas on-line

Empresa anunciou a integração das operações de varejo físico e comércio eletrônico, estratégia que já foi utilizada por concorrentes como Via Varejo e Magazine Luiza

  • Jéssica Sant’Ana
 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
 
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Depois de anunciar o plano de unificação das suas bandeiras de supermercados e hipermercados, o Walmart vai passar por outra mudança no país em uma tentativa de tornar as operações da rede mais enxutas e competitivas. A empresa anunciou que vai integrar as operações da loja física e do e-commerce e que vai ampliar sua estratégia de martekplace, ou seja, de permitir que outros lojistas anunciem e vendam em seu site.

O Walmart chegou ao Brasil em 1995 e, em 2008, lançou o seu e-commerce, o Walmart.com.br, onde são vendidos eletrodomésticos, eletrônicos, móveis e outros itens. Desde que lançou seu comércio eletrônico, o grupo americano administra os dois negócios de maneira separada, com presidente, sede, estoque, logística e funcionários diferentes. Esse é um modelo que foi adotado por muitos varejistas, mas que logo se mostrou ineficiente, devido à sobreposição de funções e gastos.

No início desta década, começou um movimento do varejo para integrar as operações on-line e off-line sobre uma única administração. A Via Varejo, dona da Casas Bahia, Ponto Frio e Extra.com, foi a mais recente empresa a concluir o processo de integração. Umas das pioneiras foi o Magazine Luiza, que já tem mais de 30% da sua receita vinda dos canais on-line após a integração.

Agora, será a vez do Walmart integrar o varejo físico e on-line. O processo será comandado por Paulo Silva, CEO do Walmart.com.br, e incluirá a integração das sedes, das equipes, dos estoques, dos processos logísticos e a criação do serviço de retirar nas lojas os produtos comprados no site, segundo entrevistas de Silva à Exame e ao Estadão.

Outra frente de atuação será o marketplace. O Walmart vai ampliar as parcerias para que outras lojas e marcas anunciem e vendam produtos em seu site. A expectativa é que o grupo reduza drasticamente a venda direta em seu site, ou seja, feita por ele mesmo e passe a apostar na parceria com lojistas terceiros. Se tudo der certo, o Walmart deve ficar somente com a venda de terceiros em seu site, em um modelo similar ao do Mercado Livre.

O e-commerce do Walmart faturou, no ano passado, R$ 554 milhões e ficou na 12.º colocação entre os maiores do país, segundo ranking da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC). A liderança é da B2W, dona da Americanas.com, Submarino e Shoptime, com R$ 10,520 bilhões, seguida por Via Varejo (R$ 2,906 bilhões) e Magazine Luiza (R$ 2,671 bilhões). O Mercado Livre não participa da pesquisa.

O processo de integração

O processo integração começa a partir desta terça-feira (5). Em nota, o grupo afirma que a ação é “uma importante etapa do processo de simplificação do negócio e inovação” e que a decisão é “parte da estratégia internacional da companhia e irá proporcionar mais agilidade e eficiência ao negócio e trazer mais opções de produtos e serviços aos clientes”.

A empresa, porém, não cita prazos para terminar a integração e também não menciona se realizará cortes de funcionários, o que já é esperado.

Supermercados e hipermercados

Em paralelo, o grupo já toca o processo de unificação das suas marcas de supermercados e hipermercados e reforma das lojas. O grupo anunciou o fim das bandeiras regionais BIG, Mercadorama, Nacional e Bompreço para ficar somente com as marcas Walmart (para hipermercados), Walmart Supermercados, TodoDia (mercado de vizinhança), Maxxi (atacadista) e Sam’s Club (clube de compras).

Os supermercados e hipermercados da rede estão sendo reformados e, no caso daqueles que levavam nomes que foram aposentados, atualizados com a nova bandeira. As transformações começaram no ano passado e vão continuar ao longo dos próximos quatro anos. Os dois projetos (integração e reforma e unificação das lojas) e custarão R$ 1,5 bilhão.

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