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Telefonia

Oi chega agressiva ao Paraná

Operadora começa a operar oficialmente hoje no estado e deve aumentar concorrência no setor

  • PorAndré Lückman
  • 16/05/2009 21:20
Loja da Oi em Curitiba: empresa vai responder por 90% da telefonia fixa no Sul do país | Marcelo Elias/Gazeta do Povo
Loja da Oi em Curitiba: empresa vai responder por 90% da telefonia fixa no Sul do país| Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Indústria

Fusão mostra retomada de projeto nacional

O professor do departamento de economia da UFPR Walter Shima destaca que a união entre Oi e BrT representa mais que aumento da competitividade – do ponto de vista industrial, a fusão representaria a retomada do projeto de uma grande operadora nacional de telecomunicações, uma ideia derrubada na época da privatização do sistema.

"A manutenção de uma operadora nacional é defendida pelo atual presidente do BNDES, Luciano Coutinho, desde o início da privatização, e ele agora concretizou esse plano", afirmou o economista. "Entre os caminhos para essa nova empresa está o desenvolvimento de tecnologias nacionais para exportação." (AL)

  • Confira o ranking do mercado da telefonia

A telefônica Oi entra hoje oficialmente no Paraná, quase um ano após ter comprado a Brasil Telecom, herdeira da privatização no Sul e Centro-Oeste e que gradativamente sai de cena. Ao ocupar todo o espaço físico e a carteira de clientes da BrT, a nova empresa responderá por aproximadamente 65% da telefonia fixa no país e de 90% no Sul, além de 43% do mercado total de banda larga. Hoje, na telefonia celular, já responde por 21% dos assinantes.

A substituição da Brasil Telecom pela Oi está ocorrendo de forma gradativa nos estados, e o cronograma tem início justamente por onde há mais espaço para crescimento: o mercado de telefonia celular. Com campanhas agressivas para conquistar novos clientes, os resultados dos últimos quatro trimestres mostram que, depois da chegada em São Paulo – o principal mercado consumidor brasileiro –, a Oi já conquistou dois pontos porcentuais no market share nacional. Isso ajudou a espremer as margens das empresas em um cenário dominado por apenas quatro companhias: Oi, TIM, Vivo e Claro.

Ao mesmo tempo, esse mercado nunca esteve tão grande: segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), março de 2009 foi o mês de rompimento da marca de 80 celulares para cada grupo de 100 habitantes, com 153,7 milhões de aparelhos habilitados. Isso significa que existem hoje quatro aparelhos ativos para cada cinco habitantes do país. A receita líquida desse mercado chegou a R$ 48 bilhões em 2008.

Concorrência

Apesar da manutenção da concentração, analistas apontam que o achatamento das margens reflete um aumento da competitividade, o que é sinal positivo para o consumidor. "Do ponto de vista da concorrência de mercado, essa movimentação é favorável porque indica às operadoras mais antigas e com maior participação de mercado que chegou uma nova concorrente com boas condições de competição", avalia o professor do departamento de economia da UFPR Walter Shima. "Se a margem de mercado se espreme agora, não significa que as outras vão deixar de reagir – e essa dinâmica é boa para o consumidor, porque ele ganha melhores produtos e serviços."

Para o administrador e coordenador do MBA empresarial em branding da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap), José Roberto Martins, é natural que a Oi – como última empresa a entrar no jogo – chegue com preços e condições agressivas para reforçar sua base de clientes. Mas ele alerta para a necessidade de manutenção da qualidade do serviço. "A parte mais fácil normalmente é essa, de chegar, aplicar taxas diferenciadas e trabalhar posição no mercado. A etapa dois, nos meses seguintes, é a de sustentar o seu próprio serviço, com o risco de perder consumidores caso sua performance esteja aquém do esperado – e isso é um problema quase epidêmico no Brasil, de oferecer um serviço para o qual a empresa não detém infraestrutura para cumprir", destaca.

A terceira etapa, segundo o analista, é a de equilíbrio econômico, que envolve administrar sua carteira de clientes de maneira sustentável, com manutenção de lucro. "Ou seja, a entrada de novos players no mercado pelo menos aumenta a oferta de produtos e serviços. Mas acredito que a Oi, assim como as outras, não terá como segurar a onda de novos clientes e em algum momento vai ter o seu sistema estrangulado pela demanda."

Infraestrutura

Ainda segundo Martins, as movimentações recentes do mercado sinalizam uma nova época de campanhas maciças de vantagens mais voltadas para a qualidade dos serviços e do atendimento. Essa tendência, ilustrada pela ampliação da Oi para o mercado de telefonia fixa e internet da Brasil Telecom, começa a ser seguida pela TIM, que recentemente adquiriu a Intelig.

"A estratégia da TIM aparenta ser interessante, passando a dispor de ativos físicos de infraestrutura, como linhas ópticas. O nicho agora é essa diferenciação pela qualidade. As marcas que se posicionam exclusivamente por preço certamente terão a vida atrapalhada em um curto período de tempo, porque o consumidor está com mais liberdade para migrar de prestadores de serviços", avalia.

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