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Olist coloca pequenos varejistas nas grandes vitrines

Plataforma oferece infraestrutura de e-commerce para venda de produtos nos sites das principais redes nacionais

  • Anna Paula Franco
Tiago Dalvi, da Olist, conecta grandes e pequenos do varejo | Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
Tiago Dalvi, da Olist, conecta grandes e pequenos do varejo Ivonaldo Alexandre/Gazeta do Povo
 
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O campeão de vendas de consoles do Play Station 2 no Submarino é uma loja de games de Cascavel, no Oeste do estado. Em 60 dias, a Infogames vendeu 100 peças e esgotou o estoque do produto. Para atingir a marca, o lojista Ronaldo Linhan apostou em um novo modelo de e-commerce, lançado há quatro meses em Curitiba. A plataforma Olist funciona como ambiente de vendas on-line de pequenos negócios, com exposição dos produtos nos sites dos grandes varejistas nacionais, como Submarino, Shoptime, Americanas.com e Walmart. E negocia com Ponto Frio, Casas Bahia, Mercado Livre e Extra para ampliar o portfólio.

Criada por Tiago Dalvi, a Olist amplia a proposta do primeiro empreendimento de seu fundador. O site Solidarium, de venda de artesanato pela internet, faz a ponte entre o artesão e seu mercado consumidor ao oferecer ferramentas de venda e logística para quem não tem domínio de negócios e está concentrado na produção. A Olist abre o leque de segmentos ao proporcionar a infraestrutura de e-commerce para pequenos negócios, de qualquer natureza, que possam ser vendidos nos sites dos grandes varejistas.

A plataforma mantém acordos comerciais com os maiores players do varejo, viabilizando a inserção dos produtos nos sites dos grandes canais de venda. O sistema também cuida do fluxo de pedidos, controle de compras, comissões e logística de seus clientes, tornando o e-commerce amigável para quem produz ou revende. “O gerenciamento do negócio on-line exige tempo e investimento para atualização de site, organização e ativação da marca. A Olist cuida dessa área, deixando o empreendedor livre para pensar no negócio”, explica Dalvi.

Os planos de adesão, a partir de R$ 49 por mês, dão direito ao cadastro dos produtos, que são avaliados pela equipe interna e submetidos ao gerenciamento dos canais de venda, que liberam a exposição do produto em até 20 dias. O lojista tem todo o suporte para fazer a inserção das mercadorias, como qualidade de foto e informações sobre preço, prazos e condições de pagamento. A partir daí, a gestão das vendas on-line é assumida pelo Olist. Até a logística foi solucionada, com emissão de etiquetas de envio, impressas pelo empreendedor para despacho direto do produto ao cliente, sem custos.

Expansão

A Olist tem hoje 2 mil lojistas e 10 mil produtos cadastrados. A meta é fechar o ano com 50 mil produtos. Ainda em 2015, a empresa quer abrir canais de venda em sites internacionais, colocando os pequenos também na exportação. A próxima etapa é desenvolver a tecnologia necessária para plugar o sistema do lojista ao da plataforma, tornando o Olist também uma ferramenta de gestão. “Com os sistemas integrados, será possível gerenciar melhor os estoques, por exemplo”, diz Dalvi.

O aprimoramento da plataforma vai ajudar a migração dos demais produtos da Infogames para a Olist. Hoje, Linhan mantém cinco mercadorias cadastradas e outras 80 em outros ambientes. “Aos poucos, vou levando o estoque para a Olist. Estar na vitrine dos grandes fez toda a diferença”, conta o empresário, que encontrou na plataforma curitibana a alternativa para a queda nas vendas durante a crise econômica. Há dez anos no ramo, com uma unidade física e sem site próprio, Linhan tem 90% do faturamento da loja nas vendas on-line. “A meta é vender 300 consoles por mês”, conta.

Empresário saiu do mundo físico para explorar a internet

Tiago Dalvi tem o empreendedorismo no sangue, herdado de pais e avós. Antes de concluir o curso de Administração na UFPR, aprimorou seu tino para negócios na empresa júnior da instituição e conheceu o mercado na passagem pela Aliança Empreendedora. Foi ali que teve a ideia para a criação da Solidarium, que começou como loja de artesanato em shopping para ser hoje um canal de vendas especializado no segmento.

A ideia de fazer a ponte entre o artesão e o mercado consumidor foi validada pelo desempenho inicial do negócio. Em 2007, seis meses depois de tentar apresentar a proposta para o Walmart sem sequer conseguir passar da secretária dos executivos, Dalvi conheceu um diretor da rede durante um evento e conseguiu falar sobre a Solidarium. O acordo colocou as primeiras mercadorias no Big da Av. das Torres, em Curitiba. Mais seis meses e já estavam em 56 lojas. Mas o modelo no mundo físico era muito caro. A experiência de aceleração nos EUA transformou o negócio em um marketplace em 2011, e hoje o site supera 1 milhão de visualizações.

Formatar a Olist foi consequência da experiência de Dalvi em negócios digitais e no planejamento estratégico do negócio. A ideia surgiu durante a aceleração no programa 500 Startups, em 2014, no Vale do Silício, nos EUA. Dessa vez, o empreendedor estruturou o negócio antes de partir para a ação. Reuniu parceiros estratégicos e monitores qualificados e está pronto para uma nova rodada de investimentos, depois de receber um aporte do fundo Redpoint. “Tinha uma filosofia de botar para rodar a ideia para ir ajustando no caminho. A experiência me ensinou a quebrar a cabeça primeiro para não quebrar o negócio depois”, conta o empresário de 29 anos.

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