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Energia

Paraguai enfrenta racionamento

País precisa fazer cortes de transmissão para evitar colapso

  • PorFabiula Wurmeister, da sucursal
  • 06/02/2010 21:07
Linhas de transmissão de Itaipu: Paraguai precisa investir em uma nova linha, entre a usina e Assunção | Christian Rizzi/ Gazeta do Povo
Linhas de transmissão de Itaipu: Paraguai precisa investir em uma nova linha, entre a usina e Assunção| Foto: Christian Rizzi/ Gazeta do Povo

Foz do Iguaçu - Detentor de um dos maiores potenciais de energia hidrelétrica da América do Sul e sócio de duas das mais importantes usinas do mundo – Itaipu, com o Brasil, e Yacyretá, com a Argen­tina –, o Paraguai ainda sofre com apagões constantes. Em razão das altas temperaturas do verão e do aumento do consumo, o governo anunciou que, por enquanto, o racionamento ainda é a alternativa mais viável para se evitar um colapso no sistema energético do país.

Duas semanas depois de anunciar o recorde de consumo no país, a direção da Admi­­nistração Nacional de Eletri­cidade (Ande) declarou estado de emergência energética e medidas severas de racionamento. Os cortes, explicou o diretor de comunicações da estatal paraguaia, Arnaldo González, fazem parte do "Plano de Eficiência Energética" e são necessários para evitar sobrecarga nos períodos e horários de maior demanda, potencializados entre dezembro e março.

A contradição – que coloca o Paraguai como importante exportador e ao mesmo tempo o país com o maior déficit energético do continente –, explica o engenheiro e especialista do setor Guillermo López, é resultado de uma política megalomaníaca acentuada durante o período ditatorial, combinada com a falta de investimentos no setor. "Há pelo menos dez anos as linhas de transmissão começaram a dar os primeiros sinais de que em pouco tempo chegariam ao limite."

Ainda segundo o especialista, a estratégia de dispensar os processos licitatórios para a compra emergencial de equipamentos que possam reduzir a disparidade entre a demanda e a disponibilidade de energia em certas regiões do país terá efeitos apenas a curto e médio prazo. "O problema é grave e precisa de investimentos maciços. São quase 20 anos de atraso. E, não basta suprir a deficiência e a falta de infraestrutura atual, é preciso pensar também no futuro."

Com a medida, que deve durar até abril, a Ande espera um alívio para o sistema elétrico paraguaio já no mês seguinte. Além das temperaturas mais baixas, está prevista a entrada em operação de mais duas linhas de transmissão e a compra de novos transformadores de energia. Segundo os planos da estatal, a deficiência estaria parcialmente solucionada em no mínimo três anos. Nesse tempo, a obra mais esperada é a construção de uma nova linha de transmissão entre a usina de Itaipu e Assunção.

Seriam necessários de início US$ 40 milhões, dos quais US$ 9 milhões para a compra de 6 mil transformadores que serão somados a outros 5,4 mil adquiridos nos últimos dois anos para instalação em Ciudad del Este, Minga Guazú, Presidente Franco e Hernandarias. Os US$ 31 mi­­lhões seriam para a conclusão da linha de 220 kV, entre a usina de Acaray – vizinha a Itaipu – a Coronel Oviedo. A construção da linha de 500 kV e de duas novas subestações entre Itaipu e Limpio, região metropolitana de Assunção, deve ser finalizada entre 2014 e 2015. O compromisso estimado em US$ 400 milhões faz parte do acordo firmado entre os presidentes dos dois países em julho e que envolve possíveis mudanças nos valores pagos pelo excedente de energia comprado do Paraguai, dos atuais US$ 120 milhões por ano para US$ 360 milhões.

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