A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná uniu-se ao Ministério da Agricultura no trabalho preventivo tanto na fronteira com o Paraguai quanto em barreiras interestaduais para evitar que o vírus da febre aftosa chegue ao território paranaense, onde a doença não é verificada desde 2005.

Na segunda-feira (19), um caminhão com 24 mil quilos de carne bovina resfriada e embalada a vácuo, que tinha saído de Assunção, foi obrigado a retornar ao Paraguai. Ele estava parado no porto seco em Foz do Iguaçu, no Oeste paranaense, desde sábado (17).

De acordo com o diretor do Departamento de Fiscalização e Defesa Sanitária do Paraná, Marco Antonio Teixeira Pinto, algumas medidas preventivas devem ser tomadas, apesar de o foco da aftosa detectada no Paraguai estar a 240 quilômetros da fronteira com Guaíra. "A situação é preocupante, mas tranquila", ponderou.

Preventivamente, o Ministério da Agricultura determinou a suspensão do ingresso e trânsito de animais, produtos e subprodutos de animais suscetíveis à febre aftosa vindos do Paraguai. Além disso, os veículos que vierem da região afetada receberão um tratamento diferenciado para desinfecção na fronteira.

A secretaria também deve reforçar o rastreamento onde estão animais vindos de outros Estados, principalmente de Mato Grosso do Sul, com investigação clínica para identificar possível sintoma aparente da doença. A secretaria está alertando os produtores paranaenses para que não pratiquem o comércio clandestino de animais e denunciem caso tenham conhecimento de qualquer trânsito irregular. "O serviço público e os criadores precisam redobrar a vigilância", acentuou o diretor.

O Paraná é considerado área livre de aftosa com vacinação. Oliveira Pinto destacou que o governo do Estado prepara uma mensagem a ser enviada à Assembleia Legislativa criando a Agência de Defesa Pecuária, o que permitiria um aumento no número de servidores destinados exclusivamente para essa vigilância. "É um passo gigantesco para pleitear a suspensão da vacinação", ressaltou.

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