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Um levantamento nacional da Serasa divulgado nesta quarta-feira aponta queda de 53,9% no volume de falências pedidas em agosto em relação ao mesmo mês do ano passado. Em agosto deste ano, os requerimentos somaram 347, contra 752 em agosto de 2005. Já as falências decretadas aumentaram 42,8% em agosto de 2006, na comparação com agosto de 2005. Foram decretadas 287 falências em agosto deste ano, contra 201 em agosto de 2005.

Segundo o levantamento da Serasa, em agosto de 2006 foram registrados 20 pedidos de recuperação judicial, enquanto em agosto de 2005 os requerimentos somaram 19. Não houve pedido de recuperação extrajudicial no mês. As recuperações judiciais deferidas totalizaram 14 em agosto deste ano, contra seis em agosto de 2005. Em agosto de 2006 e no mesmo mês de 2005 não houve nenhuma recuperação judicial concedida.

De janeiro a agosto de 2006, os pedidos de falência também registraram queda. No período, houve 2.784 falências requeridas, em todo o país, contra 7.613 requerimentos nos oito meses de 2005, o que representou uma queda significativa de 63,4%

Segundo o estudo da Serasa, as falências decretadas caíram nos oito primeiros meses de 2006, na comparação com o mesmo período de 2005. O recuo foi de 31,6%. De janeiro a agosto de 2006, foram decretadas 1.429 falências e nos primeiros oito meses do ano passado, foram 2.090.

Para os técnicos da Serasa, as quedas verificadas no indicador de falências requeridas em agosto e nos oito primeiros meses de 2006, em comparação com os mesmos períodos de 2005, são conseqüência da Nova Lei de Falências, que desestimulou a utilização do requerimento como um instrumento de cobrança e estabeleceu limite mínimo, em reais, para sua aplicabilidade. O resultado de agosto ficou pouco acima do registrado em julho.

Já o crescimento do número de falências decretadas em agosto deste ano, frente ao mesmo mês de 2005, reflete a dificuldade enfrentada, principalmente pelas pequenas e médias empresas, em honrar seus compromissos financeiros, diante de um cenário de juros elevados, menor crescimento das exportações e maior concorrência dos produtos importados.

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