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energia

Petrobras corta 40% do investimento em exploração

Estatal cortou recursos para área que descobre onde estão os poços com viabilidade comercial

    • Folhapress
    • 15/05/2015 13:51
    Sem investimento, Petrobras vai  expandir mais lentamente a produção. | Marcelo Sayão/EFE
    Sem investimento, Petrobras vai expandir mais lentamente a produção.| Foto: Marcelo Sayão/EFE

    Forçada a reduzir em 2014 os investimentos em todos os segmentos, a Petrobras pesou a mão dos cortes na área de exploração – a primeira no ciclo de produção de petróleo, necessária para a reposição das reservas no futuro e fazer dobrar a produção de óleo até 2020, como quer a empresa.

    No ano passado, foram desembolsados R$ 10,4 bilhões nas atividades de pesquisa sísmica e perfuração de poços. O valor é 40% menor em relação aos R$ 17,3 bilhões aplicados no ano anterior e 13,3% abaixo dos R$ 12 bilhões aportados em tais projetos em 2012.

    As informações constam do relatório de administração da estatal, divulgado na semana passada. Nesta sexta (15), serão apresentados os resultados do primeiro trimestre de 2015. A crise financeira da empresa, provocada por endividamento e perdas com a defasagem nos preços dos combustíveis, levou a Petrobras a cortar seu investimento total em 16,6% em 2014 -de R$ 104,4 bilhões em 2013 para R$ 87,1 bilhões. Em relação a 2012, o total de investimento, no ano passado, foi quase 4% maior.

    Contudo, o corte foi mais severo na exploração. Assim, a área, que tinha participação de 17% do total dos investimentos em 2013, e de 14,3% em 2012, caiu para 12% -mesmo patamar de 2011. O corte de recursos coincidiu com a queda na chamada taxa de sucesso exploratório, que indica o total de reservas com óleo entre todos poços perfurados.

    Em 2014, essa taxa foi de 70%, ante 75% no ano anterior. No pré-sal, a taxa de sucesso caiu de 100% para 87%. A taxa da Shell está em torno de 80%. A média do setor é de 40 a 50%. A Petrobras previu, em 2014, elevar sua produção de petróleo no país de 2,1 milhão de barris por dia para 4,2 milhões de barris, até 2020.

    Ex-diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o geólogo John Forman vê riscos ao ritmo de reposição de reservas da empresa. Ele diz que, ao adquirir uma área da União para pesquisar petróleo até concluir o programa de exploração, são necessários até dez anos.

    “A empresa de petróleo extrai petróleo de suas reservas. Se não há exploração, não há descoberta de novas reservas para repor o óleo produzido. No longo prazo, o risco é produzir mais do que se descobre, as reservas caírem e, no extremo, termos de aumentar a importação de petróleo”.

    O corte na exploração foi semelhante ao sofrido pela área de abastecimento -responsável pela construção de refinarias-, de 41%. Já a atividade de produção – extrair óleo dos poços para vendê-lo ou refiná-lo- teve corte de apenas 5% nos investimentos.

    Para o ex-presidente da Petrobras Armando Guedes, a opção da Petrobras é destinar dinheiro para tirar óleo do pré-sal já descoberto. “A empresa está optando por desenvolver e botar para produzir as reservas já descobertas. Ela não precisa mais achar óleo e incorporar tantas reservas. Ela já tem 16 bilhões de barris em reserva provadas e outros 30 bilhões a provar. Necessário é tirar o óleo do pré-sal para fazer caixa rapidamente”.

    Forman discorda. “O custo de produzir no pré-sal caiu, mas ainda é alto e envolve riscos”.

    A Petrobras disse que o investimento cresceu em 2013 devido ao pagamento de R$ 6 bilhões para assinar o contrato de partilha da área de Libra, no pré-sal, adquirida naquele ano.

    A estatal afirma que não houve impacto no ritmo de descobertas e que seu índice de sucesso exploratório “esteve acima de 60% nos últimos anos”. A empresa promete detalhar os investimentos em junho, quando deve divulgar o plano de negócios e gestão da companhia.

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