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Projeção do déficit no Orçamento
| Foto: Marcelo Andrade/Arquivo/Gazeta do Povo

Em meio à redução da crise econômica causada pela pandemia de Covid-19, o governo melhorou as suas projeções para o desempenho da economia neste ano. A previsão é que o Produto Interno Bruto (PIB) caia 4,5% em 2020, ante retração de 4,7% esperada nas três revisões de expectativas feitas anteriormente pelo Ministério da Economia. Para 2021, a expectativa do governo é de que o PIB cresça 3,20%, projeção mantida.

Para a inflação, medida pelo IPCA, o governo acredita que ela vai ficar em 3,13% até o fim do ano, ante 1,83% da última projeção. O principal responsável pela elevação da estimativa é o preço de alimentos. Como contraponto, está o comportamento das demais categorias de produtos, que continuam contribuindo para manter a projeção dentro da meta. Para 2021, a expectativa é que o IPCA fique em 3,23%, também acima da previsão divulgada em setembro deste ano, que era de 2,94%.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (16) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) da pasta. O Ministério da Economia divulga bimestralmente, a partir de março, projeções para os principais indicadores econômicos.

Indústria e varejo puxam retomada, diz governo

Segundo a SPE, o principal fator que motivou a ligeira melhora na previsão para o PIB foi o bom resultado esperado para a economia para o terceiro trimestre deste ano. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), medido pelo Banco Central e considerado uma “prévia” do PIB, mostra que o país deixou para trás a recessão técnica vista no primeiro semestre. A previsão é que o PIB do terceiro trimestre avance 9,47% na comparação com o segundo trimestre.

Segundo o governo, a indústria e o varejo apresentam uma forte recuperação, puxando a retomada da economia depois do tombo causado pela pandemia. "As pesquisas mensais do IBGE para estes setores mostraram que o crescimento no 3T20 superou a taxa de 20%, apontando que a indústria e o varejo ampliado recuperaram os níveis do começo do ano", diz a SPE.

Sobre o setor de serviços, a secretaria afirma que ele também apresentou bom desempenho após a forte retração entre abril e junho, mas ainda está bem aquém ao nível de fevereiro deste ano, segurando um pouco uma melhora ainda maior nas projeções do PIB. Porém, o governo espera uma reação do setor neste quarto trimestre.

Mercado financeiro

A nova estimativa do PIB de 2020 divulgada pelo governo está em linha com projeções de diversas instituições financeiras. O mercado financeiro em geral prevê queda de 4,66% para a economia, segundo o último Boletim Focus.

Mas já há bancos e consultorias mais otimistas. É o caso, por exemplo, do Itaú e da consultoria GO Associados, que esperam que o PIB caia 4,1% e 4%, respectivamente.

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