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Como ser escolhido em um processo de trainee?

  • PorGetulio Xavier, especial para a Gazeta do Povo
  • 27/01/2017 20:55
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| Foto: Bigstock/

Passado o ritmo de festa, natural nos primeiros dias do ano, muitas empresas já começam a se movimentar para abrir os tão concorridos processos de seleção de trainees. Para quem está na reta final da graduação ou acabou de se formar e almeja uma posição dentro de uma grande empresa, essas seleções são uma boa porta de entrada. Mas, como a procura é grande e as vagas são poucas, é preciso estar atento ao perfil que se destaca nesse cenário.

Para especialistas em coaching e processos de trainees, um primeiro passo que deve ser dado antes mesmo de fazer a inscrição para as seleções é o autoconhecimento. Flávia Queiroz, sócia do Seja Trainee, acredita que esse primeiro passo garante que o candidato entre em processos em que ele realmente esteja alinhado com a empresa, ou seja, que encontre algo que ele tenha como objetivo real na carreira.

“Ele precisa saber quais são seus pontos fortes, objetivos e valores para que possa avaliar melhor quais as empresas que se encaixam nesse perfil. Se ele não se conhece direito, vai se inscrevendo em todos os processos como se fosse uma loteria e isso não é bom”, explica Flávia. “Nesse caso, o objetivo vira só passar em um processo de trainee, não importa qual, e isso não é o plano ideal de carreira”, completa.

A master coach Bianca Caselato também reforça a importância de ter um perfil que se encaixe na empresa que pretende trabalhar. “Muita gente pula essa etapa simplesmente por acreditar que é uma empresa grande e por isso vai ser bom para ele, mas não é bem assim. É preciso estar alinhado com aquilo que a empresa oferece para iniciar na carreira que realmente quer seguir”, destaca Bianca.

Depois de encontrar processos e empresas que estejam alinhados ao que se espera para o futuro, é preciso entender o que as empresas esperam dos candidatos. Os perfis mais procurados pelos recrutadores são pessoas que se adaptam bem aos mais diversos ambientes e setores, sejam flexíveis e que, no futuro, queiram e possam assumir cargos de liderança.

“Além da capacidade técnica, a empresa define o escolhido também pela parte comportamental”, explica Bianca. “As empresas buscam alguém que queira ocupar no futuro cargos de liderança e que mostrem esse potencial nas etapas”, completa.

Intercâmbio, línguas estrangeiras, estágios e projetos na faculdade contam como diferenciais durante esses processos, mas, de acordo com Flávia, não são essenciais. “Eles são diferenciais quando refletem de forma direta no comportamento do candidato. São importantes não por si só, mas sim quando fazem aceleram o desenvolvimento de competências que os recrutadores procuram”, explica.

Entre as competências procuradas, Flávia destaca o que chama de interempreendedorismo, ou seja, “o candidato cuida do trabalho como se fosse seu próprio negócio. É aquele que não espera ser demandado, não espera surgir uma necessidade, ele é quem cria as próprias atividades”. Para ela, os recrutadores também procuram alguém que queria sempre melhorar as coisas, mesmo quando elas já estão boas.

Para participar desses processos é preciso estar preparado. De acordo com Bianca, o cenário ideal seria já ter o trainee como um plano desde o primeiro ano de faculdade. “Tendo esse tempo, ele pode procurar cursos na área que deseja atuar, coachings de liderança e cursos de língua estrangeira, caso ainda não tenha”, detalha. “É um tempo que ele tem para ficar atento ao mercado e analisar as empresas que abrem trainees e que se encaixem no que ele deseja para o futuro”, completa Bianca.

Flávia reforça que nessa preparação é importante que o candidato se conheça. “Novamente digo que o autoconhecimento é essencial. Para mim, é ele o que aprova e reprova alguém em um trainee. É importante se conhecer para saber mostrar seus pontos fortes. Não adianta ter as características que procuram se no processo ele não sabe como mostrar isso”, destaca.

“Se conhecer é um processo longo, então essa preparação é difícil e exige tempo. Ela pode ser feita sozinha, mas procurar um suporte profissional facilita, porque é comum não saber nem por onde começar essa reflexão”, finaliza Flávia.

O que os recrutadores não procuram em um trainee?

Tão importante quanto saber qual o perfil dos candidatos selecionados pelas empresas é saber o que eles não procuram em um candidato. De acordo com a master coach Bianca Caselato, os recrutadores querem espontaneidade, portanto, “quem tem aquelas características robóticas, um personagem que simplesmente decora um texto e fala, é facilmente descartado nesses processos.”

Flávia Queiroz, sócia da Seja Trainee, também aposta na falta de espontaneidade como característica que pode eliminar durante uma seleção. “Candidato que chegar no processo com discurso decorado, mais cedo ou mais tarde vai ter que reagir a uma situação que vai mostrar que não está muito alinhado com a empresa.”

Comportamentos considerados arrogantes também são pontos negativos, de acordo com Bianca. “Os candidatos não podem chegar com um personagem do ‘sabe tudo’ durante o processo. Isso pode mostrar falta de humildade para o recrutador”, explica a coach.

Por fim, é preciso ainda estar atento aos requisitos técnicos do processo. Se uma empresa exige inglês ou domínio de uma ferramenta específica os candidatos precisam ter essas competências.

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