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Antes de tomar a decisão se votaria a favor ou contra a proibição do comércio de armas no Brasil, o vereador de Curitiba Tico Kuzma (PPS) decidiu testar na prática a viabilidade de se obter uma arma legal. "Queria saber se a proibição do comércio realmente iria fazer alguma diferença". Na última semana, Kuzma percorreu todos os caminhos exigidos pela burocracia e constatou que em menos de um mês não é possível obter uma arma legal.

"Precisava fazer essa experiência. Se fosse fácil, votaria no sim, se fosse difícil, votaria no não", justifica o vereador. Depois de percorrido todos os passos, Kuzma concluiu que o comércio de armas legais contribui com uma parcela muito pequena das armas que estão em circulação e afirmou que vai votar nulo. "Esse referendo não tem propósito", afirmou.

O vereador visitou três lojas que comercializam armas e munições em Curitiba. De acordo com seu relato, na primeira loja que visitou, recebeu logo de cara a informação do vendedor que o atestado de antecedentes levaria pelo menos 15 dias, e que seria prudente ele esperar pelo resultado do referendo antes de dar entrada nos papéis. Em outra loja, o vereador conta que o vendedor confessou que era muito difícil ter uma arma registrada legalmente e que o processo todo levaria uns 30 dias.

Na terceira loja, o vendedor explicou que o prazo para protocolar os registros na Polícia Federal foi encerrado no último dia 19 e assim não haveria tempo para providenciar todos os documentos necessários. O vendedor alertou ainda para a necessidade de realizar testes psicológicos e que o resultado iria direto para a Polícia Federal. "O comerciante citou o exemplo de um piloto de avião, que apesar de fazer testes psicológicos constantemente na empresa de aviação, reprovou no exame para ter o registro de um arma de fogo."

Para se comprar uma arma de fogo, a loja deve encaminhar à Polícia Federal uma cópia autenticada da carteira de identidade, CPF, certificado de reservista, titulo de eleitor, ser maior de 25 anos, comprovante de residência e e vínculo trabalhista, laudo psicológico (R$ 120,00), teste de tiro (R$ 120,00), certidões negativas de antecedentes criminais, e ainda uma taxa antecipada de R$ 300,00 para o registro. Esse pedido é analisado por um Delegado da Polícia Federal que pode conceder ou negar .

Ao final da peregrinação, o vereador concluiu com algumas perguntas: "O quê será feito com os estoques de arma que as lojas possuem? As pessoas que possuem registro comprarão as suas munições aonde?"

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