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Formação de professores ainda é desafio no Brasil.A Na foto, a professora Evely Martins, que  conseguiu elevação de nível na carreira com a pós, mas diz que conciliar estudo e sala de aula foi complicado. | Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Formação de professores ainda é desafio no Brasil.A Na foto, a professora Evely Martins, que conseguiu elevação de nível na carreira com a pós, mas diz que conciliar estudo e sala de aula foi complicado.| Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

Uma das metas do Plano Nacional da Educação (PNE) – projeto de 2014 que visa melhorar, democratizar e ampliar o acesso à educação no país – pretende formar 50% dos professores da rede básica de todo o Brasil em nível de pós-graduação, e garantir a formação continuada até 2024.Três anos depois, cerca de 30% dos docentes do país têm uma pós, e o Paraná está no segundo lugar entre os estados com maior número de professores (60%), atrás apenas do Espírito Santo, segundo dados do Ministério da Educação (MEC).

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Entre as formas de tentar atingir a meta está o Sistema Universidade Aberta do Brasil, do governo federal. A rede integra instituições federais para promover cursos a distância para setores da população com menos acesso à universidade. No Paraná, de acordo com a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed), os cursos precisam ser voltados para a área de educação para serem considerados na carreira.

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Nessa área, a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA), em Foz do Iguaçu, é referência. São vários cursos lato sensu para professores da rede básica, como Atendimento Especializado e Educação Inclusiva, Ensino de Matemática e Ciências para Séries Finais.

Entre as especializações mais procuradas na UNILA está o curso de Nutrição e Saúde Alimentar na Escola, que aborda as relações do tema com o ambiente escolar, e já formou 50 profissionais. “É preciso mapear demandas e potencialidades para traçar políticas e estratégias de fomento das especializações para os professores”, ressalta o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da universidade, Dinaldo Filho.

Para ele, o professor-pesquisador também inspira o aluno a questionar e desenvolver o gosto pela área. “É interessante que tenham mestres e doutores. Eleva o debate e melhora a formação dos estudantes”, acredita.

A pesquisadora da Fundação Carlos Chagas Patrícia Albieri de Almeida crê que a meta nacional não é efetiva isoladamente. “Mas é importante que ela exista para que a abertura de oportunidades seja uma política pública, com incentivos, bolsas, parcerias com universidades. A intenção é importante e, junto de outras ações como plano de carreira, melhorará a qualidade do docente e, em consequência, do ensino.”

Promoções e progressões são baseadas também em formação

No Paraná, se especializar é regra para professores subirem nos níveis de carreira na rede estadual e conseguirem aumento salarial. E até mesmo para quem quer ingressar. Por exemplo: um professor especialista que presta concurso inicia a carreira pelo nível II – Especialização, com salário de R$ 1,7 mil por 20 horas. Só com a graduação começa pelo nível I – Licenciatura Plena (R$ 1,4 mil). O estado também conta com o Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE), criado em 2010.

Para Evely Martins, 48 anos e professora há 20, as elevações de nível não são tão simples de serem realizadas por conta da rotina da sala de aula. “Procurei o curso que podia pagar e que não me tirasse tempo de trabalho”, explica. Por outro lado, a pós abriu novas possibilidades de atuação para Evely, como educação especial e libras.

Patrícia Albieri salienta que a graduação é apenas a formação inicial. “Ações de continuidade são necessárias, seja nas secretarias, nas escolas ou nas universidades. É fundamental se especializar, principalmente se lembrarmos que a graduação deixa lacunas.”

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