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A inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu de 0,16% em setembro para 0,56% em outubro, influenciada, principalmente, pelos preços dos combustíveis. O item repondeu por cerca de 70% do índice geral (0,38 ponto percentual).

No ano, o IPCA -15 acumula alta de 4,66%. Nos últimos 12 meses, a variação é de 6,21%. O IPCA-15 tem a mesma metodologia do IPCA, indicador usado no sistema de metas de inflação do governo. Para a taxa de outubro, a coleta foi feita de 13 de setembro a 11 de outubro e os preços comparados com o período de 12 de agosto a 12 de setembro.

De acordo com um comunicado do IBGE, o principal impacto individual ( 0,31 ponto percentual) ficou por conta da gasolina. O efeito do reajuste de 10% da Petrobras nas refinarias, que começou a valer do dia 10 de setembro, foi absorvido quase que na totalidade nos postos de distribuição. Ainda segundo o IBGE, o álcool, também com alta no atacado, passou a custar 6,58% a mais e contribuiu com 0,06 ponto percentual, o segundo impacto depois da gasolina. Quanto ao óleo diesel, normalmente computado nos índices de apenas três regiões metropolitanas, onde o consumo é expressivo, passou a custar 9,59% a mais, em média. O diesel foi reajustado, também, em setembro num percentual de 12% nas refinarias.

Mesmo em queda, os alimentos influenciaram o aumento da taxa do IPCA-15 de um mês para o outro. No mês, os preços caíram menos, passando de -0,60% (setembro) para -0,15% (outubro). Peixes (1,49%), carne (1,54%), café (2,19%) e frango (4,24%) foram destaques de alta. Por outro lado, produtos como feijão carioca (-9,46%) e leite pasteurizado (-3,15%) tiveram forte queda.

Outros itens que também influenciaram o índice do mês foram: condomínio (0,81%), plano de saúde (0,95%), automóveis usados (1,02%), empregado doméstico (1,12%), taxa de água e esgoto (1,17%), e passagens aéreas (4,28%).

O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.

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